Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
IMAGEM_NOTICIA_3
|

Da redação – No último domingo (05), em Camaçari (BA), uma escrivã foi agredida por policiais militares do estado da Bahia na Delegacia Especializada de Repressão a Crime Contra Criança e Adolescente (Derca), que, de maneira ostensiva e truculenta, entraram no local e discutiram com a funcionária.

“Estando sozinha, a tropa adentra a delegacia impondo o seu comando, onde tento através de um pedido que se retirassem e ficassem apenas o comando para apresentação do fato, não fui atendida e mantiveram-se de forma ameaçadora no interior da instalações”, relatou a trabalhadora da Derca ao Diário Causa Operária. “Vale salientar que a tropa quando leva uma situação para a delegacia não adentra a tropa de conjunto, pois o espaço físico não comporta e não há necessidade”, disse.

Ela ficou indignada com os policiais, primeiro devido à intimidação das autoridades, entrando em grupo e armadas no local. Mas, sobretudo, com a história que lhe foi contada, a respeito do motivo da visita dos PMs. Segundo ela, os militares haviam intercedido em uma briga entre dois irmãos (uma jovem de 18 anos e um adolescente de 15) durante uma festa de aniversário organizada pela família (negra e pobre) na praia. Os policiais, segundo a denúncia, algemaram a garota, a jogaram dentro de uma viatura e dispararam gás de pimenta em seu rosto, antes de fecharem a porta do veículo. Depois, se dirigiram a um posto de saúde para aplicar soro nos olhos da jovem agredida, “na tentativa de limpar a atrocidade cometida e tentar se livrar da prova”.

Ainda de acordo com a funcionária da Derca, a moça passava mal e afirmou que “eles [os PMs] colocaram gás de pimenta dentro do camburão”. A servidora declarou ainda que “no boletim de ocorrência foi relatado o ocorrido, a família não representou criminalmente contra a jovem e foi emitido guia para exame de corpo delito onde consta a vermelhidão nos olhos, hematomas nas pernas e no punho devido às algemas estarem apertadas”.

“Ao ouvir o relato desenvolve na minha pessoa um desconforto, uma aflição, o sentido de justiça, a indignação do ato covarde, desumano, truculento, animalesco e ao observar uma jovem diante de uma tropa grande, muitos homens, fortemente armados contra um ser indefeso, mulher, negra, pobre. A reação é imediata, intempestiva. Emotiva, nasce ali, o senso de justiça. Sempre mostro minha revolta em diálogo com as partes (mãe e filhos) envolvidas”, concluiu.

 

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas