Amazônia em chamas
Estimulados por Bolsonaro, garimpos ilegais avançam sobre terras indígenas. Há uma investida enorme para expulsar os nativos dessas terras, para explorar suas riquezas ao extremo
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Desmatamento e Queimdas 2020
Queimada em área de floresta próximo a Porto Velho/Rondônia. | Foto: Bruno Kelly/Amazonia Real.

O garimpo ilegal segue avançando na Amazônia. Na última sexta-feira o exército divulgou uma ação onde quatro aviões utilizados para esse fim foram apreendidos em Roraima. No local, dentro da Terra Indígena Yanomami, havia um hangar com capacidade para cinco aviões, além de uma oficina de manutenção, pista de pouso para os aviões e até um heliporto.

O incidente ocorreu justamente na maior reserva indígena do Brasil, com quase 10 milhões de hectares, parte no estado de Roraima e parte no Amazonas. Enquanto cerca de 27 mil indígenas vivem na região, estima-se que nada menos do que 20 mil garimpeiros atuem ao longo do território.

Em sua ofensiva declarada contra os povos indígenas, o governo ilegítimo de Bolsonaro estimulou o avanço dos garimpos ilegais assim como dos latifúndios, apresentados atualmente com o rótulo de “agronegócio”. É interessante destacar que a ação da chamada “Operação Verde Brasil 2”, coordenada pelo general e vice-presidente Mourão, não registrou nenhuma prisão. Além das quatro aeronaves, foram apreendidas carcaças de avião, a maioria deterioradas, e peças.

A presença dos militares desde maio chamou a atenção pelos resultados inócuos tanto no combate às queimadas quanto aos crimes ambientais. A ministra do STF Carmem Lúcia acolheu uma ação do Partido Verde que pedia a anulação do decreto presidencial que entre outras coisas transfere competências dos órgãos de proteção ambiental para as Forças Armadas.

O pedido oficial da ministra para que o governo explique o uso das Forças Armadas na Amazônia provocou a reação do general golpista Augusto Heleno, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, que em tom demagógico publicou em rede social, após questionar os conhecimentos da ministra sobre a área: “O que seria da Amazônia sem as Forças Armadas?”.

A divulgação da apreensão das carcaças de aviões ocorreu em meio a essa disputa política, com o objetivo de promover a atuação dos militares como algo eficaz contra os crimes ambientais. No entanto, desde que tomaram de assalto a área de atuação em especial do IBAMA, os militares têm sido apontados por fiscais do órgão de proteção ambiental como um grande obstáculo às operações.

Além de descartarem as ações planejadas pelo IBAMA, apesar do próprio órgão ambiental não ter nenhuma ação efetiva para combater tamanha exploração, algumas vezes o órgão é simplesmente proibido de realizá-las. Outro fator que chamou a atenção dos fiscais foi que o uso de veículos e helicópteros de grande porte, aliado à falta de experiência, facilita a fuga dos criminosos. O se pode dizer da operação é que, de fato não havia, concretamente, nenhum interesse em efetuar qualquer prisão na ação divulgada recentemente, uma vez que essas investidas, que já dura vários anos e, que vem se intensificando é acobertado, bem como estimulado pelo próprio governo Bolsonaro.

Fica claro que as Forças Armadas, em sintonia com o regime golpista, estão lá justamente para facilitar o avanço das atividades ilegais sobre as áreas indígenas. Durante os quase quatro meses de atuação militar na “proteção” da Amazônia o desmatamento e as queimadas aumentaram consideravelmente, eles se fazem de cegos, surdos e mudos.

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