À greve!
Os trabalhadores da aviação pagarão a conta da crise econômica das empresas aéreas
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Empresas de aviação retiram direitos dos trabalhadores e o combate dos sindicatos são ínfimos | Anna Guzzo

O Sindicato Nacional das Empresa Aéreas (SNEA) ligado a patronal apresentou aos trabalhadores da aviação a proposta de Convenção Coletiva de Trabalho, nela, o reajuste apontado para 2021 é de 0%.

Além do absurdo da proposta de reajuste, realizou várias alterações no acordo coletivo que aumentará  a precarização da categoria, como período de férias passa a ser escolhido pela empresa, sem notificação prévia ou comum acordo com o funcionário; em caso de necessidade de redução da força de trabalho, o critério inicial será o afastamento de pessoas em período de experiência e, depois, demissões ocorrem de forma aleatória, derrubando acordo legal anterior; Abono dividido em doze vezes no vale alimentação, resultando aproximadamente R$ 34 em cada parcela, não sendo este reajuste estendido para 2022; Extensão da jornada de trabalho por eventos adversos como fatores meteorológicos e operacionais como manutenção não previstas, entre outras coisas.

O que os grandes empresários da aviação apontam com tudo isso é jogar a conta da crise econômica que assola o país devido a pandemia nas costas dos trabalhadores, que irão pagar bem caro se esse acordo criminoso passar.

O Sindicato Nacional dos Aeroviários (SNA), se colocou contrário à aceitação da proposta e convocou assembleias remotas com os trabalhadores para essa quinta (17) e sexta (18).

Apesar da convocação das assembleias, a posição dos sindicatos no momento é bastante clara, portas fechadas e ainda a tese surreal do fica em casa, na qual somente os próprios sindicalistas ficam em casa, já que a maioria esmagadora dos trabalhadores já voltou as atividades de trabalho normalmente arriscando as próprias vidas.

Fazer notas repudiando as propostas e assembleias online são uma forma de combate extremamente ridículas frente a destruição das condições de vida de toda uma categoria profissional. Não existe uma convocação real para se contrapor a destruição, deixando os aeroviários a própria sorte. Essas manobras cada vez mais comum dos sindicatos na crise que se segue, são táticas de enfrentamento pro forma e irão cumprir o papel  de levar os trabalhadores com maior nível de organização a uma derrocada mais rápida.

Para barrar o projeto dos barões da aviação é preciso iniciar a convocação imediata de assembleias presenciais e aprovar uma greve para ontem, a única possibilidade real é essa. As classes dominantes estão promovendo a destruição das condições de vida e de trabalho de todos os brasileiros, e só irão ser freadas com métodos reais de enfrentamento, é preciso que os trabalhadores demonstrem ter mais força do que os patrões no seu campo de luta, que é nas ruas em defesa de seus direitos.

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