Falência
Cerca de 620 mil empregos foram eliminados no setor de aviação no Brasil
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
A empty airline check-in hall is seen at Guarulhos International Airport as air traffic is affected by the outbreak of the coronavirus disease (COVID-19), in Guarulhos, near Sao Paulo, Brazil, May 19, 2020.REUTERS/Amanda Perobelli
Patrões buscam jogar a crise nas costas dos trabalhadores do setor aéreo | Foto: Reprodução

Desde o início da pandemia do coronavírus, cerca de 620 mil empregos foram eliminados no setor de aviação no Brasil. Com a queda no número de viagens, as estimativas divulgadas pela Associação Internacional do Transporte Aéreo (IATA, sigla em inglês) são de perdas da ordem de 157 bilhões de dólares entre 2020 e 2021.

Nos últimos três meses do corrente ano, as demissões aumentaram em 30%. As perdas são 60% maior do que quando foram projetadas no mês de junho e cinco vezes maior do que as perdas acumuladas quando da deflagração da crise mundial de 2008-2009. As empresas de aviação dizem que a flexibilização das restrições a viagens, com aplicação de testes e  vacinas, podem contribuir para retomar a atividade no setor.

Os capitalistas procuram descarregar o custo da crise nas costas dos trabalhadores. Em meio à pandemia, centenas de milhares de trabalhadores estão sendo lançados às ruas, sem qualquer perspectiva de conseguir outro emprego. Com a queda na atividade econômica, não estão ocorrendo contratações. É visível o crescimento do desemprego e o aprofundamento da miséria no país.

A população não acredita nas mentiras de Paulo Guedes e dos bancos, que dizem na impresa burguesa que a economia vai crescer e que o fim dos direitos, privatizações e desregulamentações são estímulos à atividade econômica.

O governo Jair Bolsonaro (ex-PSL, sem partido) se aproveitou da pandemia para avançar na retirada de direitos da classe trabalhadora. Foram aprovadas a redução de salários e de jornada. Inclusive, o governo e o Congresso facilitaram as demissões, ao invés de proibi-las.

É preciso destacar que somente a mobilização independente dos trabalhadores e das suas organizações sindicais e políticas pode impedir as demissões e garantir o sustento dos trabalhadores e suas famílias. Não se pode cultivar crenças nas instituições do Estado burguês, como a Justiça do Trabalho, Ministério Público do Trabalho, Tribunal Superior do Trabalho. Os patrões simplesmente demitem milhares de trabalhadores e estas instituições não tomam nenhuma medida para impedir que isto aconteça.

A única garantia do atendimento dos interesses dos trabalhadores é sua organização e mobilização. As demissões devem ser proibidas, um amplo programa de auxílio à população deve ser implementado e o direito ao emprego deve ser garantido.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas