População segue na miséria
O valor do novo auxilio emergencial proposto pelo governo, não é somente um absurdo, como não modifica em nada a situação econômica da população e do país

Por: Redação do Diário Causa Operária

Nesta quinta-feira (4), o Senado Federal aprovou, em segundo turno, um novo auxilio emergencial. Segundo o texto aprovado, serão três valores diferentes com algumas variantes,  que deverão ser feitos durante quatro meses. De acordo com o Globo, as famílias em que há apenas mulheres com filhos terão direito a pagamentos no valor de R$ 375. Já no caso de famílias com uma única pessoa o valor pode ficar em R$ 125, R$ 150 e R$ 175. Para os demais casos, o valor padrão deve continuar como divulgado em R$ 250, esse será destinado as famílias que possuam duas ou mais pessoas.

O projeto que passou pelo Senado, foi encaminhado à Câmara do Deputados. Como se trata de uma PEC, ele precisa ser votado em dois turnos pela Câmara, se não houver alterações deve ser promulgada pelo Congresso; se for alterado, volta para o Senado para nova votação. Após a promulgação do projeto pelo Congresso, o governo ainda deverá editar uma Medida Provisória (MP) que determinará um calendário com os valores do beneficio, critérios para ter o benefício e o número de parcelas que serão pagas.

A PEC em votação  limita o gasto do governo federal em R$ 44 bi, e de acordo com o Ministro da Economia Paulo Guedes o número de beneficiados caíram quase que pela metade. Em 2020, 68 milhões de pessoas receberam o auxílio, 2021 a previsão é que menos de 40 milhões de brasileiros recebam o novo auxílio miserável.

Fica patente o descaso, do governo ilegítimo e fraudulento de Bolsonaro com a população em meio a uma crise econômica e pandêmica, que está levando milhões de famílias a miséria e a pobreza extrema no país. Primeiro que os valores propostos são irrisórios diante co custo de vida, com a carestia dos alimentos, aumento no gás, combustível, água, energia, aluguel e etc. junto a inflação que correm a passos largos no Brasil, com R$250 não se faz absolutamente nada. O valor médio de uma cesta básica, para se ter um exemplo em São Paulo hoje, ultrapassa os R$ 600,00 – de acordo com o DIEESE.

Fica evidente que a mixaria que pretendem aprovar, é uma espécie de tentativa de acalmar os ânimos do povo, pois a situação de explosão social no país é visível e está por um fio.

Um argumento amplamente usado pela direita e até por setores pequenos burgueses da esquerda é o de que tal auxilio, que o governo oferece para a população nesse momento catastrófico, serviria para girar a economia, aquecer o mercado, aumenta a demanda e gerar empregos. Não há nada mais absurdo, visto que não se compra nada com essa migalha. Se acaso o suposto valor de R$ 44 bi surtir algum efeito na economia em recessão será minúsculo ou totalmente inexpressivo. Alias, para ter uma ideia, diante da adoção pelo governo de São Paulo de medidas “drásticas” contra a pandemia, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio SP), estima que, se essa reclassificação permanecer por todo mês de março, o comércio varejista paulista pode registrar perda média de R$ 11 bilhões. Na capital, a estimativa de perda média seria de R$ 6 bilhões no mês.

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