Crise social só cresce
Novo auxílio emergencial será de R$ 250 para metade das famílias e virá de cortes em programas sociais, de descontos do IR e dos servidores públicos.
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Ato por vacinas, auxílio emergencial, soberania alimentar e contra a autonomia do Banco Central. | Foto por: Roberto Parizotti
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Ato por vacinas, auxílio emergencial, soberania alimentar e contra a autonomia do Banco Central. | Foto por: Roberto Parizotti

Os sinais de que uma convulsão social está prestes a explodir no Brasil em razão da profunda crise econômica que afeta os setores mais carentes da sociedade e agravado pela pandemia, já são sentidos pela burguesia. Prova disso é que o governo ilegítimo de Bolsonaro já dá como certo a volta do auxílio emergencial. No entanto a versão 2.0 do benefício não passa de uma escaramuça para distrair a população.

Economistas do Instituição Fiscal Independente (IFI), propõem remanejamento do orçamento de 2021 na ordem de R$ 33,5 bilhões, cortes de benefícios fiscais que chegariam a R$ 306,4 bilhões, além de cortes nos aumentos previstos para os militares de R$ 7,1 bilhões e R$ 2,4 bilhões que seriam usados para contratar cerca de 50,9 mil novos funcionários públicos. Os economistas ainda propõem endurecer ainda mais o Imposto de Renda (imposto que rico não paga) limitando desconto por gastos com saúde, e o congelamento dos salários do funcionalismo público por mais um ano.

O Ministério da Economia por sua vez estuda editar uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) para implementar mecanismos de controle das contas públicas e que inclua uma cláusula de calamidade, uma vez que a “PEC da morte” de 2016, que congelou aumento de gastos públicos por 20 anos, não comporta a despesa extra causada pela pandemia e sobretudo pela crise social decorrente do golpe de 2016.

Felipe Salto, diretor executivo da IFI, justifica a necessidade dos cortes dizendo que “Custo é como unha: sempre precisa ficar cortando” e “Há sempre espaço [para cortes]”, ignorando que os cortes propostos sempre atingem as necessidades mais básicas das camadas mais carentes da população e sempre beneficiam os mais ricos, como os bancos por exemplo.

As propostas dos economistas da IFI, que em última análise, são as mesmas do ministro Paulo Guedes, inclui cortar orçamento dos programas sociais, ou o que sobrou deles, cortar o que restou de investimentos públicos, reduzir salário de servidores com a reforma administrativa e diminuir ainda mais a prestação de serviços públicos impedindo a realização de novas contratações. Ainda assim, a proposta de auxílio emergencial para 2021 é de irrisórios R$ 250,00 para tão somente metade das famílias beneficiadas de 2020.

O fascista Bolsonaro que conduz um governo de extrema direita é oriundo de um golpe de Estado e serve a burguesia e ao imperialismo. Este governo busca contornar a crise econômica e social com medidas farsescas que nada resolvem a situação do trabalhador mais explorado. Estão de fato preocupados em garantir o ganho da burguesia e dos banqueiros. O novo auxílio não passa de demagogia e não vai amenizar em nada o sofrimento da população.

O governo Bolsonaro, que desde o início mente que “o país está quebrado” mas distribui cifras gigantescas a grandes empresários e aos banqueiros, como o megapacote de 1,2 trilhões de ajuda aos banqueiros em março do ano passado, não vai fazer nada de concreto para atenuar o sofrimento da classe trabalhadora em meio à crise econômica e sanitária. Para deixar claro, se somarmos toda ajuda dada à burguesia, que ultrapassa os 2 trilhões de reais, daria para garantir 2 ou 3 salários para todos os trabalhadores desempregados por todo o ano de 2021 e ainda fomentando a economia.

Como de forma nenhuma um governo genocida do fascista Bolsonaro, apoiado pela direita golpista, é necessário endurecer o combate nas ruas, exigindo a saída de Bolsonaro e todos os golpistas e medidas reais para reduzir a pobreza e combater a pandemia.

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