Autônomos: rendimento médio recuou 33%, gerando falência em massa e desemprego recorde

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Da redação – Muitos brasileiros foram obrigados a se tornarem trabalhadores autônomos com o golpe de estado que destrói a economia nacional e os dados sobre o rendimento médio no boletim divulgado pelo Departamento Intersindical de Pesquisas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) na última quarta-feira (4),  demonstram que nos dois anos de impeachment, esses trabalhadores tiveram rendimento médio cerca de 33% menor do que aqueles que estavam há mais tempo nesse tipo de ocupação. Cresceu também de forma assustadora o número de falências de pequenos negócios, o que evidencia a grande crise em que a direita colocou o país.

O levantamento tem como base dados da última Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios (PNAD), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) em maio deste ano. Em 2017, cerca de 23 milhões de pessoas atuavam como autônomas, e, desse total, 5 milhões (23%) haviam aderido a esse tipo de trabalho há menos de dois anos.

A coordenadora de pesquisas do Dieese, Patrícia Pelatieri, aponta que a renda menor desses trabalhadores está diretamente relacionada ao contexto de crise econômica, o alto índice de desemprego – que o governo diz ser de 13 milhões, e que, portanto é bem maior –  e gerando, principalmente, uma massa de vendedores ambulantes pelas ruas como nunca se viu antes nas grandes capitais.