“Autocrítica”: direita pressiona o PT para tentar dividir o partido

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Em uma mais uma clara tentativa de dividir o PT, que tem em seu interior uma ampla ala conservadora, a direita golpista, por meio da sua grande aliada, a imprensa burguesa, demonstra sua estratégia com relação ao cenário político. A típica e antiga pregação, que se estende desde o golpe dado na presidenta Dilma Rousseff, de que o PT precisa fazer “autocrítica”. Mesma posição adotada pela esquerda pequeno-burguesa.

Um dos pontos destacados pelo dito “centro”, seria o de que se há uma ameaça de avanço do fascismo no País, o que é atribuído exclusivamente à ação do candidato de extrema-direita, Jair Bolsonaro, que muito claramente é apenas uma fantoche da direita. Enquanto isso, o verdadeiro candidato dos golpistas e fascistas – Geraldo Alckimin- sequer é citado. Da mesma forma, se oculta o avanço dos militares na situação política nacional, esse sim é um fato que caracteriza a evolução da tendência fascista no País.

Segundo a direita golpista, o avanço da direita fascista seria de responsabilidade do PT. Nesta versão fantasiosa, não teria ocorrido golpe; quando é evidente que com o golpe de estado os fascistas se sentiram à vontade para entrar em cena. Ao se falar em autocrítica, estão querendo apenas pressionar e dividir um partido que é o principal alvo de ataque dos golpistas desde então.

A direita, quer apenas que o PT se submeta ao jogo das instituições golpistas, admitindo e tonando “natural” as arbitrariedades que vêm sendo impostas pela ditadura do judiciário, para assim agradar a “todos”. Isso porque a polarização entre esquerda e direita não é coisa boa para o grande capital. Para evit-a-la buscam evitar o avanço de um candidato que representa mais claramente o fascismo, depois de terem colocado na cadeia o principal candango da esquerda.