Eleições em tempos de golpe
Partidos burgueses se utilizaram de toda a força para caçar direitos das candidatas nessa eleição
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
8539384253_a122fffe96_o
As mulheres precisam se organizar em torno das bandeiras classistas da classe explorada | Circuito Fora do Eixo

Um estudo sobre as candidaturas de mulheres nas eleições de 2020 aponta as dificuldades de participação com aumento muito grande da violência. Os dados e análise foram realizados pela professora Marlise Santos, responsável pelo Departamento de Ciência Política da UFMG.

A pesquisa aponta diversos dificuldades que as mulheres enfrentam ao se candidatarem, alguns deles são a não destinação legal de 30% do fundo eleitoral para as candidaturas femininas, impossibilitando a realização da campanha, chegando a relatos de atos extremos como violência física, por meios virtuais, humilhação pública e ataques racistas.

O mapeamento foi realizado através de uso de cartilhas e aplicação de questionários e os resultados colhidos apontam segundo Marlise para a eleição mais violenta que se tem notícia.

Essas informações vão na contramão do propagado avanço das mulheres em diversas áreas da vida social propaga pela direita e esquerda pequeno burguesa. Traz a grande realidade imposta pelo golpe de estado, aliando a ampliação aos ataques aos direitos democráticos, como os direitos políticos com a opressão cada vez mais profunda das mulheres brasileiras, começando com o impedimento injustificado da presidenta Dilma Roussef.

O que vemos no país são ações que jogam as mulheres de volta a idade média, aprisionadas no lar ou trabalhando de forma mais  precária possível, sem direitos políticos e sem ao menos poder tomar decisões a cerca de seu próprio corpo, com a prática do aborto sendo decidida pela burguesia e pelas igrejas.

Junto com o retrocesso do golpe no país está a grande desagregação do movimento organizado de mulheres, tendo várias de suas direções sucumbido ao identitarismo pequeno burguês e deixando as mulheres trabalhadoras totalmente a própria sorte frente ao estado assassino.

É preciso que se diga que só é possível fazer frente a esses ataques promovendo uma forte organização de mulheres com caráter classista e combativo para lhes garantir os direitos políticos de volta. Se governos como o Bolsonaro e os governos de frente ampla seguirem dominando o país a tendência é que as próximas eleições sejam ainda mais violentas e antidemocráticas, vetando a participação efetiva das mulheres.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas