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Eleições em tempos de golpe

Aumentou a violência contra mulheres candidatas nas eleições

Partidos burgueses se utilizaram de toda a força para caçar direitos das candidatas nessa eleição

Tempo de Leitura: 2 Minutos

As mulheres precisam se organizar em torno das bandeiras classistas da classe explorada – Circuito Fora do Eixo

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Um estudo sobre as candidaturas de mulheres nas eleições de 2020 aponta as dificuldades de participação com aumento muito grande da violência. Os dados e análise foram realizados pela professora Marlise Santos, responsável pelo Departamento de Ciência Política da UFMG.

A pesquisa aponta diversos dificuldades que as mulheres enfrentam ao se candidatarem, alguns deles são a não destinação legal de 30% do fundo eleitoral para as candidaturas femininas, impossibilitando a realização da campanha, chegando a relatos de atos extremos como violência física, por meios virtuais, humilhação pública e ataques racistas.

O mapeamento foi realizado através de uso de cartilhas e aplicação de questionários e os resultados colhidos apontam segundo Marlise para a eleição mais violenta que se tem notícia.

Essas informações vão na contramão do propagado avanço das mulheres em diversas áreas da vida social propaga pela direita e esquerda pequeno burguesa. Traz a grande realidade imposta pelo golpe de estado, aliando a ampliação aos ataques aos direitos democráticos, como os direitos políticos com a opressão cada vez mais profunda das mulheres brasileiras, começando com o impedimento injustificado da presidenta Dilma Roussef.

O que vemos no país são ações que jogam as mulheres de volta a idade média, aprisionadas no lar ou trabalhando de forma mais  precária possível, sem direitos políticos e sem ao menos poder tomar decisões a cerca de seu próprio corpo, com a prática do aborto sendo decidida pela burguesia e pelas igrejas.

Junto com o retrocesso do golpe no país está a grande desagregação do movimento organizado de mulheres, tendo várias de suas direções sucumbido ao identitarismo pequeno burguês e deixando as mulheres trabalhadoras totalmente a própria sorte frente ao estado assassino.

É preciso que se diga que só é possível fazer frente a esses ataques promovendo uma forte organização de mulheres com caráter classista e combativo para lhes garantir os direitos políticos de volta. Se governos como o Bolsonaro e os governos de frente ampla seguirem dominando o país a tendência é que as próximas eleições sejam ainda mais violentas e antidemocráticas, vetando a participação efetiva das mulheres.

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