Aumento de 82% nos assassinatos realizados pela PM-RJ é consequência direta da “eleição” de Witzel e Bolsonaro

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Quando se trata de averiguar o cumprimento de promessas de campanha, não podemos negar que o governador fascista do Rio de Janeiro cumpre ao pé da letra o que prometeu: promover uma limpeza social no Estado.

Os números são aterradores. A polícia do Rio matou nada menos do que 160 pessoas somente no mês de janeiro, uma média superior a cinco pessoas por dia. Comparando ainda com o mês de dezembro de 2018, os assassinatos foram superiores em 82%. É uma política conscientemente de extermínio da população negra, pobre  e das periferias das cidades.

Sejamos justos, Witzel, assim como Bolosonaro no plano nacional, foi a pessoa encontrada pelo golpe para dar seguimento à política de extermínio da população pobre, intensificada a partir da ocupação do Estado pelo Exército.

Segundo dados oficiais, 2016, primeiro ano do golpe, foram 715 assassinatos por policiais contra 468 do ano anterior. Em 2017, os números alcançaram 859 assassinatos e em 2018, ano da ocupação militar, os números alcançaram 1185 assassinatos.

Os dados não deixam dúvidas de que há uma escalada vertiginosa entre os anos de 2015 e 2018, com um crescimento de mais de 150% entre os dois períodos.

O que vemos, portanto, nesse mês de janeiro, é a versão extrema-direita para o Rio de Janeiro na nova etapa do golpe, pós eleições.

Witzel é uma versão local de Bolsoanro. Ambos são fascistas, basta ver pelo repertório grotesco que usam, inclusive, o que declara um poderia passar por declaração do outro sem tirar nem pôr: “tem que mirar na cabecinha˜, “bandido bom é bandido morto”, “vou metralhar a Rocinha”, “a PM vai ter carta branca para matar”, etc.

O caso do Rio de Janeiro, aliás, é emblemático do objetivo do golpe para o Brasil. Foi o estado que mais sofreu com os ataques promovidos à economia nacional com as investidas da Lava-Jato contra a Petrobrás.

A destruição da economia e o consequente aumento da miséria trouxe à necessidade de ampliar a repressão estatal a fim de impedir o desenvolvimento da revolta latente que tomava de conta a população, como se expressava, por exemplo, na ameaça dos moradores da Rocinha descerem o morro diante da possibilidade do STF autorizar a prisão de Lula.

A ocupação militar, portanto, teve o propósito de reprimir a população, inclusive abrindo caminho para a proliferação dos grupos paramilitares no Estado. Nessas condições, temos que ter presente que os assassinatos praticados pelas milícias não são computados nos dados oficiais.

Finalmente, especialistas ligados a área de segurança já alertaram que números apontam para um aumento dos assassinatos em fevereiro em comparação com janeiro, sendo que em apenas uma chacina ocorrida no início do mês, 13 jovens foram barbaramente executados no morro do Fallet.

O que se vê até o momento ainda é pouco diante do que Bolsonaro e seu comparsa Witzel preparam com o objetivo institucionalizar a matança da população pobre do estado, com a aprovação da lei anticrime apresentada pelo também fascista ministro da justiça, Sérgio Moro, que, entre outros pontos, é uma verdadeira carta branca para a polícia matar.

As organizações de esquerda e sociais que realmente estão do lado dos trabalhadores devem fazer um chamado à mobilização da população do Rio de Janeiro contra a barbárie representada por Witzel e a polícia do Estado.

Fora Bolsonaro, Fora Witzel, assassinos de trabalhadores!

Pela dissolução da Polícia Militar!