Aumento da falsificação e da campanha contra Maduro esconde tentativa fracassada de golpe na Venezuela

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No dia 23 de fevereiro, o imperialismo fracassou em invadir a Venezuela, sob o pretexto de levar a “ajuda humanitária”. Em meio ao impasse pelo impedimento da entrada dos produtos, o governo brasileiro recuou no tom e descartou a possibilidade de intervenção militar na Venezuela, o que isolou o exército colombiano, que também não se esforçou para levar adiante a operação, levando ao fracasso da invasão.

Alguns dias depois, a imprensa oficial da Venezuela denunciou a tentativa de golpe – alegando que o imperialismo pagou “guarimbeiros”, grupos da extrema-direita que atacaram com pedras, pregos e coquetéis molotov a Guarda Nacional Bolivariana – e que metade do caminhão que fora incendiado na fronteira da Colômbia continha cabos de aço, apitos, máscaras de gás lacrimogênio e pregos.

Outra denúncia constante feita pelo governo de Nicolás Maduro é a de que as deserções que a imprensa alega, faz parte de uma manobra de corrupção, em que o imperialismo está oferecendo U$ 20 mil para os oficiais das Guarda Nacional Bolivariana que abandonarem a Venezuela.

Diante desse contexto, a imprensa imperialista divulga as falsificações de que parte dos militares apoiadores do regime de Maduro desertaram, de que a população venezuelana está do lado do presidente ilegítimo Juan Guaidó e que a truculência dos militares de Maduro levaram a morte de manifestantes. O tom do cartel da imprensa internacional contra o regime de Nicolás Maduro aumentou exponencialmente. Isso demonstra que o imperialismo busca mascarar a tentativa fracassada de golpe de Estado na Venezuela, continuando com a campanha de falsificações.

Entretanto, a ameaça de golpe continua. Os EUA irá responder caso o governo Maduro prenda e julgue Juán Guaidó que adentrou na segunda, dia 4, na Venezuela. Segundo a Secretária de Estado adjunta dos EUA para Assuntos da América Latina, Kimberly Breier, se o governo Maduro prender Juan Guaidó, tratar-se-ia do último erro que o governo Maduro viria a cometer. Na realidade, isso expressa que o erro de Nicolás Maduro foi ter evitado um golpe de Estado e a prisão do farsante Juan Guaidó representaria mais um fracasso na política do imperialismo em dominar a Venezuela.