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U.S. President Donald Trump (R) walks with the President of the European Council Donald Tusk in Brussels, Belgium, May 25, 2017.       REUTERS/Eric Vidal
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Da redação – Entre o final de outubro e o início de novembro 2018, o presidente norte-americano Donald Trump rebaixou o status diplomático da missão da União Europeia nos Estados Unidos sem o conhecimento dos representantes europeus, segundo revelou ontem (08) o portal alemão DW.

A delegação da União Europeia nos EUA teve o status rebaixado, de “estado-nação” para “organização internacional”.

A relação entre o país e o bloco imperialistas vem se deteriorando nos últimos anos, com a chegada indesejada de Trump à presidência dos EUA. É por isso que o capital financeiro, ala mais poderosa do imperialismo, nunca aceitou Trump: sua administração caótica não representa integralmente seus interesses e, como está se demonstrando, leva à mais rápida degeneração do sistema capitalista ao gerar fortes contradições com os aliados tradicionais dos EUA, os outros países imperialistas com governos neoliberais autênticos representantes dos bancos.

Logo quando chegou à presidente, Trump iniciou a implementação de uma de suas propostas de campanha, que era a saída do acordo nuclear com o Irã. Esse acordo impede que o país persa desenvolva seu programa nuclear ao fazer algumas concessões a Teerã. O acordo tem a União Europeia como parte, e a saída dos EUA aborreceu os governos europeus, que não seguiram os EUA, como foi o caso do governo de Emmanuel Macron, uma vez que a burguesia francesa tem interesses comerciais no Irã.

Outra questão que explicita as contradições interimperialistas é a imigração. O governo Trump é representante, em primeiro lugar, do nacionalismo “antiglobalista”, ou seja, de setores da burguesia mais frágeis dentro do sistema imperialista, como a indústria, afetada pela crise de 2008. Com uma base eleitoral que conta com elementos de extrema-direita, o governo leva adiante uma política anti-imigração, contrária à política tradicional da União Europeia e dos governos “democráticos” neoliberais, de incentivo à imigração para rebaixar os salários de toda a força de trabalho a fim de aumentar os lucros dos capitalistas.

A União Europeia também, nos últimos anos, tem se aproximado cada vez mais da China, que tem se tornado um parceiro comercial de fundamental importância. A Iniciativa Cinturão e Estrada, da Nova Rota da Seda, executada pela China, prevê uma integração com os países da União Europeia a partir do aumento exponencial do fluxo de mercadorias através de ferrovias que ligam o país asiático pela Rússia e o Leste Europeu, chegando até a Alemanha.

Como a China se encontra em uma feroz guerra comercial com os Estados Unidos, desencadeada por esses últimos para frear a expansão do capital nacional chinês, Washington tem pressionado os países europeus. Existe inclusive uma ameaça de guerra comercial entre EUA e União Europeia, com o aumento das tarifas de importação de produtos do bloco para o país americano.

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