O cerco dos EUA à Cuba
Reafirma, o imperialismo norte americano, o caráter genocida e criminoso de sua política de embargos contra Cuba, e vão além da afronta aos direitos à vida e à saúde.
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Manifestante favorável à reaproximação dos EUA à Cuba. | https://www.politize.com.br/cuba-e-estados-unidos-reaproximacao/

As pesquisas norte-americanas sobre as intenções de votos na Flórida revelaram haver uma leve preferência por Biden (51%) contra Trump (47%), sendo um pouco maior entre os eleitores latinos com Biden(52%) e Trump (39%), variando nessa proporção em outras pesquisas também, que favorecem Biden igualmente. Sendo a mesma tendência notada também entre os hispânicos : 56% para Biden e 41% para Trump, apontando, inclusive, um crescimento neste sentido com uma pesquisa 15 dias antes.

Numa tentativa de melhorar esse quadro, Trump ataca Cuba com novas sanções que foram conhecidas nesta quarta-feira, e que proíbem aos americanos de: se hospedarem em hotéis cubanos; de comprarem e transportarem tabaco ou rum de lá para os EUA; de americanos ficarem em propriedades suas localizadas em Cuba; e ainda impedem as organizações e participações em reuniões ou conferências profissionais, bem como competições esportivas em Cuba.

O tom protecionista das medidas, que favorecem o estado da Flórida, é claro, e o seu mercado, são manobras eleitoreiras para tentar mudar o quadro desfavorável e virar o quadro de preferência a Biden na região, não obstante os protestos da ONU, que, mascarando ser um órgão humanitário, adverte serem inoportunas as medidas coercitivas tendo em vista a pandemia com o coronavírus, e a possibilidade de dificultar a vida dos cubanos na luta para conter o contágio.

 Em seu pronunciamento disse Trump: “Hoje anuncio que o Departamento do Tesouro proibirá viajantes norte-americanos de ficar em propriedades do governo cubano ”, disse Trump durante cerimônia na Casa Branca com duas dezenas de participantes na invasão fracassada de Playa Girón em 1961.

“Também estamos restringindo ainda mais a importação de álcool e tabaco cubano”, disse.

“O discurso do presidente marcou o Mês da Herança Hispânica e foi uma tentativa de cortejar os eleitores latinos em antecipação às eleições de 2020 ” , postou The Hill.

Diferente de Obama, que não só visitou Cuba, mas discursou em público com promessas de amigo, depois de 88 anos do início do embargo econômico e das sanções à guinada socialista da ilha de Fidel, e sem que a Casa Branca colocasse os pés em Havana, Trump não só criticou o seu antecessor, como ameaçou manter as sanções até que as mudanças sejam efetivadas. Nos seus argumentos contra a iniciativa de Obama, Trump levanta a bandeira de luta contra o comunismo dizendo que a iniciativa dele representou uma tentativa dos democratas de infiltrar o comunismo no país.  

Sem dúvida, diante da profunda crise global da economia e da saúde, tendo em vista o protagonismo da pandemia com reflexos no mercado, em cuja crise mergulhou ainda mais, depois de já caminhar com as dificuldades que a crise do capital lhe impõe, o imperialismo norte-americano, com as medidas que tomou, antes mesmo de se tratar de medidas colocadas para a conveniência do jogo eleitoral, elas são a reafirmação do caráter genocida e criminoso que são próprios da Casa Branca, e que agridem o bem ser e estar do povo cubano com a falta de respeito e tratamento indigno que afrontam o direito à vida e à saúde propagados no globo como um corolário da humanidade a ser defendido.

São exemplos como esses que demonstram a farsa que o imperialismo norte-americano construiu para iludir as pessoas e legitimar suas ações, quando, assumindo atitudes como essa, justifica argumentando que está em defesa da democracia e da liberdade, quando na verdade, trata-se de uma política de rapina, intervencionista e colonizadora, almejando saquear as riquezas naturais dos países mais frágeis, e explorar sua força de trabalho em troca de salários miseráveis.

Políticas como essa merecem todo o repúdio da esquerda, e todo o apoio a que esses povos, como o cubano, que se fortaleçam com a certeza de cultivarem o desejo de se verem livres da opressão do imperialismo norte-americano.

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