Aumenta a exploração dos trabalhadores do Banco do Brasil: direção da empresa aumenta em 100 unidades o número dos escritórios digitais

O desenvolvimento da tecnologia deve ser um fator para melhorar as condições de vida dos trabalhadores e de toda a população, mas não é assim que acontece no regime, que está para lá de podre, capitalista.

No caso específico dos bancos, o desenvolvimento dos escritórios digitais, ao invés de melhorar as condições de vida do trabalhador bancário o efeito é contrário. Com a implantação dos escritórios digitais várias as agências foram fechadas em todo o país, o que levou a adoção, por parte do banco, demissões em massa através dos famigerados PDV’s.

Além disso, os funcionários do Banco do Brasil estão sendo realocados para outras praças, causando um brutal transtorno para o trabalhador, e vem ocasionando milhares de descomissionamentos, já que os bancários não conseguem bater as metas de venda de produtos que são um verdadeiro absurdo. Gerentes e assistentes dos escritórios estão sendo obrigados a dar conta de uma carteira que podem chegar a ter 900 clientes, acúmulo de diferentes funções e tendo que trabalhar com quatro tipos de mídias simultaneamente (telefone, chat, email, e Gat).

Recentemente o banco apresentou o seu projeto de ampliação para mais cem novas praças dos seus escritórios digitais, que, segundo a direção do banco, irá ocasionar mudança de localização para muitos funcionários, e, logicamente, transtorno para milhares de trabalhadores que serão submetidos a uma maior superexploração por parte dos banqueiros.