Contra o governo Bolsonaro
A mobilização dos petroleiros, que estão em greve contra a política entreguista da direita que quer liquidar a Petrobras, já conta com 20 mil trabalhadores paralisados.
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Petroleiros em greve. |

Os petroleiros já estão completando sua segunda semana de mobilização contra os sucessivos ataques à Petróleo Brasileiro S.A. — a Petrobras —, uma das petrolíferas mais importantes do planeta. A destruição da Petrobras já vinha acontecendo desde o governo Temer — o primeiro governo após o golpe de Estado de 2016 — e continuou de maneira muito mais profunda e explícita no governo do fascista Jair Bolsonaro.

Até o momento, 100 unidades da Petrobras já se encontram paralisadas e mais de 20 mil petroleiros estão mobilizados em defesa da estatal. Por mais que a pauta dos grevistas incluam uma série de reivindicações específicas da categoria, é impossível negar o aspecto político por trás da mobilização: os petroleiros estão em greve contra a política dos governos neoliberais de Michel Temer e Jair Bolsonaro.

Para que a mobilização se desenvolva, no entanto, é preciso que a greve se transforme em uma greve política que se coloque diretamente pela derrubada do governo Bolsonaro e que os petroleiros sejam apoiados por todas as categorias de trabalhadores que hoje estão sendo atacados pela direita golpista. Judiciário, Legislativo e Executivo estão unidos contra os petroleiros e, portanto, é preciso o apoio massivo da classe operária para derrotar a ditadura dos golpistas.

É necessário compreender, também, que os ataques à Petrobras não são resultado de algum “erro” de Bolsonaro, de “má gestão” ou das escolas de um determinado ministro ou de um dirigente da Petrobras. A entrega da estatal ao imperialismo, as demissões, o sucateamento da empresa e sua consequente desvalorização são uma sabotagem orientada pelos capitalistas que colocaram Bolsonaro no poder por meio das eleições fraudulentas de 2018.

Neste sentido, não há nenhuma possibilidade de acordo com o governo. Fazer isso seria cair no mesmo erro que os caminhoneiros na greve de 2018, derrotada após uma série de negociações com o governo Temer que foram rapidamente desfeitas pela direita. Sem a queda do governo Bolsonaro, qualquer política favorável aos petroleiros será apenas uma manobra para que os golpistas manobrem a situação.

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