Universidade Marxista
Em sua penúltima semana de aulas, curso da 46ª Universidade de Férias do PCO entra em sua reta final, mas ainda dá tempo de participar

Por: Redação do Diário Causa Operária

Nesta semana, o curso “O que foi o stalinismo” entrou em sua fase final. Suas aulas 13 e 14, ocorridas na terça (2) e na quinta (4), continuaram o tema das derrotas para as quais o stalinismo conduziu à classe operária mundia. Na próxima semana o curso terá suas aulas últimas aulas, encerrando a 46ª Universidade de Férias do Partido da Causa Operária (PCO) e da Aliança da Juventude Revolucionário (AJR).

Na aula 13, o companheiro Rui Costa Pimenta, presidente nacional do PCO, continuou o tema sobre as derrotas que o stalinismo organizou através da sua política externa. Fez uma recapitulação destes episódios estudados no curso até então, a saber: 1923 na Alemanha, 1924 na Itália, 1925 na Inglaterra, 1927 na China e em 1933 na Alemanha.

Responsável pela condução do curso, o dirigente marxista explicou a relação entre as guerras e os períodos revolucionários. Segundo ele, durante a 1ª Guerra Mundial a situação revolucionária tomou conta da Europa, tendo estourado com a Revolução Russa de 1917 e se desdobrado na Revolução Alemã de 1919. No início da década seguinte, a vitória da Revolução Russa diante da contrarrevolução (Guerra Civil), desencadearia uma série de outras revoluções, que expressavam a decadência do capitalismo, vide a crise de 1929, quando da quebra da bolsa de Nova Iorque. No entanto, todas estas tentativas acabaram derrotadas, não pela força do capitalismo, mas sim pela capitulação da burocracia stalinista diante do imperialismo, que resultaria na derrota da classe operária mundial neste período e na ascensão de Hitler e do nazismo.

Aula 14

Já na aula 14, o companheiro Rui abordou a crise da economia da União Soviética, como as contradições entre os camponeses e o setor industrial, sob forte inflação crescente, levaria o campesinato à se chocar contra o regime soviético. Segundo ele, a burocracia, pressionada pela classe operária, viu-se na necessidade de impor limites ao crescimento e enriquecimento dos camponeses.

Foi assim que a burocracia stalinista, que outrora havia se oposto ao plano de industrialização da oposição de esquerda, proposto por Trótski, passa a adotá-lo com vários anos de atraso. Contudo, ao fazê-lo de maneira “tímida”, sem prever, por exemplo, a superação do desemprego de 1 milhão de russos, à época, em 1928 os camponeses, principalmente os ricos, reagem ao governo soviético, negando-se a entregar sua produção para o Estado e exigindo ainda mais concessões deste.

Ele explicou o famoso caso da coletivização forçada do campo. Um dos temas mais polêmicos quando o assunto é a União Soviética, é amplamente divulgado pelo imperialismo como uma atrocidade do “comunismo”. A medida tratava-se de uma guinada brusca da burocracia stalinista, que após ter se baseado durante anos em seu acordo com o campesinato, o setor capitalista da economia soviética, passou para uma brutal repressão, mandando os camponeses para fazendas coletivas a força. Ou seja, os que mantiveram a todo momento uma aliança com os setores mais atrasados da sociedade russa, em detrimento da classe operária, agora buscavam resolver sua omissão diante necessidade de industrializar o País e fortalecer a classe operária, com a repressão aos camponeses.

O presidente do PCO explica que este episódio marca a consolidação da burocracia stalinista no controle do Estado operário. De acordo com ele, é difícil saber o número preciso de quantos camponeses foram presos ou mortos durante a coletivização, mas certamente foram milhões de pessoas enviadas a campos de concentração ou sumariamente executadas, afirma.

Um outro aspecto citado pelo dirigente foi a reação dos camponeses diante da repressão stalinista. Para não entregarem sua produção ao Estado, eles mataram suas vacas, cavalos, porcos, galinhas, etc, de tal forma que cerca de metade de toda a produção agropecuária da Rússia foi literalmente assassinada. Nestes 2 anos, a produção rural no País cairia aproximadamente 40%. O resultado desta política, segundo os dados mais conservadores, da própria burocracia, foi de que ao menos 3 milhões e 500 mil pessoas passaram fome. Outros cálculos, não oficiais, dizem que a fome na verdade teria atingido 10 milhões de pessoas. Possivelmente o número real está entre estes 2 dados, o fato é que se trata de uma catástrofe social completa.

O companheiro Rui disse que esta situação foi atingida sem que o País tivesse necessidade alguma, nem qualquer praga ou acidente natural, mas “Apenas por uma política cega da burocracia stalinista, você tem a morte de milhões de pessoas”, constatou.

Ainda dá tempo de participar!

Se você perdeu alguma aula entre a 14ª e a 1ª, não há problema, na plataforma da universidade é possível acessar todo o conteúdo que foi publicado do curso até então, com as aulas na íntegra, acesso a centenas de verbetes, na Enciclopédia Marxista, textos e livros, na Biblioteca Socialista, além do Fórum para tirar dúvidas, o Blog para ter informações sobre o curso e os grupos de estudo, que terão mais uma reunião no próximo fim de semana.

Não fique de fora da maior atividade de formação marxista do País!

 

Escola Marxista

Assim que a 46ª Universidade de Férias, do curso “O que foi o stalinismo” terminar, será realizada a Escola Marxista. O projeto é uma espécie de continuação da Universidade Marxista só que em formato resumido, apenas 1 dia e tem como objetivo levar a discussão do tema estudado para o maior número de cidades. Esta edição será baseada no livro Bolchevismo e Stalinismo, de Leon Trótski e ocorrerá em cerca de 150 cidades por videoconferência. Em breve as inscrições estarão disponíveis.

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