Atrasado: Alckmin entrega mais estações do metrô no ano eleitoral que em todo o resto de seu governo

atrasado alckmin entrega mais estacoes do metro no ano eleitoral que em todo o resto de seu governo

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), está entregando mais estações de metrô nos últimos dois meses e meio que lhe restam de governo – algumas ainda incompletas ou com falhas de acabamento. Durante os seis anos anteriores de seu mandato, foram concluídas apenas nove estações. As estações inauguradas em 2018 são Moema, Oscar Freire, Higienópolis-Mackenzie, Eucaliptos, Guarulhos-Cecap, Guarulhos-Aeroporto, São Lucas, Camilo Haddad, Vila Tolstói, Jardim União.

Trata-se evidentemente de uma fraude. A maioria das estações não está pronta para uso normal. A estação Oscar Freire ainda não tem todos os acessos, e a estação Eucaliptos apresentou vários problemas de acabamento.

As razões dos atrasos são simples: tanto a corrupção durante o processo de licitação das obras em 2010, quanto o forte contingenciamento de verbas de custeio da rede ferroviária metropolitana. Convém lembrar ainda dos conhecidos escândalos envolvendo a alta cúpula do PSDB e as empresas fornecedoras de trens, como a Alston e a Siemens – contratadas sem licitação. Ou seja: a verba era contingenciada no orçamento e o pouco que restava ia para os cofres tucanos.

O desleixo da administração tucana com o transporte coletivo público pode ser visto nos inúmeros problemas de vazamentos, alagamentos e interdições ocorridos no metrô durante a estação chuvosa. Alckmin cortara quase 60% do orçamento de manutenção de linhas, trens e estações nos últimos anos – de R$ 409 milhões em 2014 para R$ 168 milhões em 2016, por exemplo.

As inaugurações às pressas feitas por Alckmin na verdade só atestam a absoluta incompetência das gestões tucanas para lidar com transporte urbano. Tal falta de afinidade pode ser vista não apenas nos casos do Metrô e da CPTM, como também na política do prefeito almofadinha João Dória de valorização do automóvel e ataque à bicicleta. A maior metrópole do país só terá um sistema de transportes públicos efetivo, à altura da riqueza produzida por seus trabalhadores, quando se encerrar a já longa história de administrações direitistas no Estado.