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29 de Maio

Atos no Nordeste reuniram milhares de pessoas

Houve grandes manifestações em todas as capitais do Nordeste e nas principais cidades do interior. Um dia importante de lutas!

Manifestação em Aracaju na manhã deste sábado (29). – Foto por: reprodução.

Neste sábado (29) aconteceram atos contra o governo Bolsonaro e contra a política genocida da direita em dezenas de cidades do Nordeste. Os atos foram confirmados há cerca de 15 dias após uma reunião ampliada entre diversos setores da esquerda. Os atos foram amplamente convocados pelos setores mais ativos como os Comitês de Luta e o PCO.

As manifestações aconteceram em todas as nove capitais e nas principais cidades do interior como Feira de Santana,, na Bahia, Delmiro Gouveia e Arapiraca, em Alagoas, Petrolina, em Pernambuco, Campina Grande, na Paraíba, Mossoró no Rio Grande do Norte, Parnaíba no Piauí e Juazeiro do Norte no Ceará.

A importância das mobilizações

Os atos deste sábado foram convocados, não porque as organizações da esquerda entenderam completamente o seu papel em organizar os trabalhadores para reagir ao genocídio, mas por conta da pressão popular que toda essa crise tem produzido, gerando forte tendência de mobilização nos setores mais oprimidos.

Neste momento o país acumula recordes negativos em todos os critérios sociais. A começar pela pandemia, no Nordeste a Bahia lidera pelo número de mortos 20.971 e 1 milhão de infectados, seguido pelo Ceará com 20.323 mortos e 790 mil infectados e por Pernambuco com 15.657 mortes e 473 mil infectados, no total a região tem 94.272 mortos e 2,83 milhões de infectados, sendo 20% das mortes de todo o país e 17% dos infectados.

O desemprego atingiu níveis recordes, mesmo sob critérios duvidosos do IBGE controlado pelos golpistas, aponta a cada nova medição o crescimento do índice oficial, chegando a 14,7% da população. No Nordeste este aspecto é bem pior, aonde Bahia e Pernambuco apresentaram o maior índice de desemprego do país com 21,3%, seguidos por Sergipe com 20,9% e Alagoas com 20%.

A crise social se apresenta ainda pior quando verifica-se a disseminação da fome pelo país, que atinge ainda mais a região Nordeste. Em pesquisa divulgada em abril realizada pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan) que identificou que cerca de 116 milhões de brasileiros estão em situação de “insegurança alimentar” e cerca de 43 milhões (20,5% da população) estão passado fome, também informou que a chamada insegurança alimentar atinge 70% da população do Nordeste e a fome certa atingiu 13,8% da população na região, uma coisa realmente assustadora.

É nesse cenário de crises combinadas, econômica, sanitária e social, que as manifestações estão inseridas. Ou seja, não são uma necessidade imediata da classe trabalhadora, pois toda esta crise é causada pela política de ataques aos trabalhadores, de retirada de direitos trabalhistas, de privatização das empresas públicas, de cortes de orçamento em investimentos, programas sociais, saúde, habitação, na educação etc. São manifestações emergenciais para parar o genocídio, que vem por vários “lados”, contra a população.

Avaliação inicial dos atos

Os atos tiveram chamados para diversos horários, em algumas cidades foram pela manhã, outra no começo da tarde e algumas marcaram ocorreram no meio da tarde. Apesar da relativa falta de unidade e horários pouco atrativos para vários setores dos trabalhadores, o que se pôde concluir pelos relatos, pelos vídeos e imagens é que foram mobilizações expressivas, as maiores desde o início da pandemia, trazendo às ruas setores que há tempos não “davam as caras”.

Um aspecto importante foi a presença de movimentos sociais, ligados a setores mais populares, como o Movimento dos Sem Teto, organizações de comunitárias e de projetos sociais nas periferias, comitês de luta etc. A presença das organizações políticas foi, de certa forma, discreta. Apesar de presentes, os partidos políticos da esquerda como PT, PSOL, PCdoB e as organizações sindicais estiveram nos atos com uma estrutura muito aquém se comparado com mobilizações em anos anteriores. As organizações do movimento negro e do movimento de mulheres também fez presença.

Destaque para o PCO e para os Comitês de Luta, dos quais o partido, participa e incentiva a criação nos bairros, tiveram papel central nos atos em todas as capitais. Realizando, desde o final de semana anterior, atividades de agitação e propaganda do ato para convocar a população. Foram feitos mutirões em bairros populares, panfletagens em terminais de ônibus e metrô, reuniões dos Comitês de Luta, atividades coletivas para confecção das faixas e materiais para os atos.

Como foram os atos em cada Estado

Na Bahia o ato principal foi em Salvador. A concentração foi às 10 horas na Praça do Campo Grande, tradicional palco de manifestações da esquerda, saindo às 10:30 em caminhada em direção à Praça Castro Alves, passando pela Avenida 7 de Setembro. A manifestação teve milhares de pessoas, sendo a maior desde o primeiro semestre de 2019 e tomou toda a avenida.

Também teve ato em Feira de Santana, concentrou cerca de 1 mil pessoas. A manifestação teve início às 10h em frente à prefeitura e depois seguiu pela rua Visconde do Rio Branco, retornando pela Avenida Senhor dos Passos, encerrando a atividade novamente em frente à Prefeitura.

Em Sergipe, a capital Aracaju teve ato começando pela manhã com concentração às na praça de eventos do Mercado Municipal, conhecida como praça dos mercados. Em seguida houve uma passeata em direção às ruas do Bairro 18 do Forte. Além das pautas contra o governo Bolsonaro, por auxílio emergencial e vacinação para todos, o protesto também foi contra o despejo da Ocupação João Mulungu, ocorrida e autorizada pelo governo local no último domingo (23).

Em Alagoas houve manifestação nas três principais cidades, em Arapiraca, Delmiro Gouveia e Maceió. Em Maceió houve dois locais de concentração. Um na Praça dos Martírios, no Centro, e outro na Praça Centenário, ambos se encontraram por volta das 11h e caminharam pela Avenida Fernandes Lima.

Em Arapiraca a manifestação partiu da Praça Luís Pereira Lima, no Centro, seguindo em caminhada em pelas ruas do centro, encerrando na Praça Marquês Silva. A organização orientou para que fosse respeitado o distanciamento entre pessoas, organizando filas durante a passeata.

Em Delmiro Gouveia, a manifestação ocorreu no calçadão da Câmara de Vereadores da cidade. A presença maior foi das direções dos sindicais e das organizações populares.

 

Em Pernambuco, houve atos na capital e em Petrolina. Em Recife, ocorreu não só o ato mas também uma violenta repressão por parte da Polícia Militar, do governador Paulo Câmara (PSB). A manifestação foi convocada para as 9 horas na praça do Derby, tradicional ponto de manifestações. A manifestação seguia tranquila pelas ruas do centro, com a organização buscando manter as medidas de distanciamento orientando os manifestantes. Seguiu um passeata até a Avenida dos Guararapes quando foi repentinamente atacada por policiais militares com bombas de gás, sprays de pimenta e balas de borracha. (veja as matérias sobre o caso aqui).

 

 

 

 

Em Petrolina, a manifestação ocorreu na praça Maria Auxiliadora, no centro da cidade, saindo os manifestantes em passeata pelas ruas do centro, com a presença de sindicatos principalmente.

 

 

Na Paraíba houve atos em João Pessoa e em Campina Grande. Na capital, a concentração foi às 9 horas no Liceu Paraibano, no centro. Em seguida houve uma passeata em direção ao Parque Sólon de Lucena e se juntaram a uma carreata que havia saído da praça da Independência, encerrando a atividade por volta das 13 horas.

Em Campina Grande o ato aconteceu no centro da cidade, aonde os manifestantes marcharam pelas ruas Maciel Pinheiro até a Praça da Bandeira.

No Rio Grande do Norte houve mobilização em Mossoró e na capital. Em Natal, a concentração foi a partir das 15 horas na esquina do “Midaway Mall”, em seguida saindo em passeata pela BR-101 em direção à orla da cidade. As centrais sindicais, sindicatos, organizações estudantis e movimento dos sem teto foram presença marcantes nos atos.

Na cidade de Mossoró, cerca de 500 pessoas se reuniram a partir das 16h na Praça do Teatro Municipal Dix-Huit Rosado, no Centro.

Na capital do Ceará, Fortaleza, houve duas manifestações simultâneas. A principal mobilização foi uma passeata nas ruas do bairro Benfica, tendo início a partir das 15 horas. Em outro ponto da cidade, próximo à Arena Castelão foi convocada uma carreata em direção ao centro da cidade, ocupando toda as faixas das avenidas pelo caminho.

 

Em Juazeiro do Norte, o ato corria tranquilamente com distanciamento entre os manifestantes até ser atacado pela PM, que bloqueou a passagem das pessoas e forçou a interrupção do ato.

O Piauí também teve sua manifestação na capital Teresina. A concentração foi às 8 horas na Praça Rio Branco, partindo em passeata à partir das 9:30 pelas ruas do centro passando pela Prefeitura e pela sede do Governo do Estado.

No Maranhão a capital São Luís, também registrou a concentração aconteceu na Praça Deodoro e depois os manifestantes marcharam em direção à Praça Maria Aragão, onde se reuniram para colocar cruzes no gramado, lembrando os mortos pela pandemia da Covid-19.

Enfim, foi um dia de grandes mobilizações pela política genocida da direita, pelo Fora Bolsonaro, pelo Auxílio Emergencial, pela Vacinação em massa, por empregos e pelo fim da fome. Foram, sem dúvida, importantes atos que podem abrir toda uma nova etapas de mobilizações constantes pelo fim do genocídio do trabalhador brasileiro.

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A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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