Atos em todo o País comprovam: a mobilização popular é o caminho para libertar Lula

ato ABC

Em vários estados do País, realizaram-se, nesta segunda-feira (10), atos pela Liberdade de Lula, como parte das atividades da Jornada Nacional Lula Livre, convocadas pelo Comitê Nacional Lula Livre e pela Frente Brasil Popular.

O principal deles se deu em São Bernardo do Campo, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (SMBAC) , berço político de Lula e de onde ele saiu no dia 7 de abril passado, há mais de oito meses – contra a nossa vontade e de milhares de ativistas que não queriam que ele se entregasse – para ser encarcerado e mantido como preso político, depois de uma condenação sem provas. De lá pra cá, um mar de arbitrariedades impediu sua soltura, bem como sua participação como candidato no processo eleitoral em que era o único candidato popular – por ser o candidato que expressa a rejeição de amplas massas ao golpe de Estado – e que liderava, com folga, todas as pesquisas de intenção de votos.

Em todo o País, os atos foram ainda pequenos, expressando a vacilação política das direções de esquerda burguesa e pequeno burguesa que – em sua maioria – mergulharam com tudo na ilusão das eleições fraudulentas realizadas sem a participação de Lula, que ainda reconhecem legitimidade ao atual governo nascido da fraude  e – em alguns casos, como da direita do PT, PCdoB e Ciro Gomes – até mesmo desejam “sucesso” ao governo ilegítimo e profundamente inimigo do povo trabalhador e capacho do imperialismo. Essas direções pressionam no sentido oposto ao da mobilização. Chegam ao absurdo de propor que se deva esperar por novas eleições e – chegam mesmo – a abandonar qualquer perspectiva de luta contra os golpistas e pela liberdade de Lula. Quando não se bandeiam diretamente para o caminho da conciliação com o governo Bolsonaro.

Mas em todo o País, nos atos e fora deles, são muitos os sinais que apontam no sentido do desenvolvimento de uma tendência oposta à da capitulação diante do regime golpista.

Isso se expressou nas significativas mobilizações organizadas mesmo onde a direção da esquerda virou as costas. Também na combatividade das centenas de militantes presentes no ato do SMABC que em sua maioria, junto com o sempre presente canto de “Lula Livre”, entoaram pela primeira vez o grito de “Fora Bolsonaro”, puxado pelos militantes do PCO.

No ato se expressou a concordância com o que assinalou Lula, em sua recente Carta ao Diretório Nacional do PT, que é preciso “voltar às ruas”.

Essa tendência se expressa também na disposição de milhares de ativistas, mais uma vez liderados por comitês de mulheres da esquerda, de rumar para Curitiba nesse final de ano, não só para se solidarizar com Lula, mas para iniciar 2019 – quando assume o governo ilegítimo e golpista de Bolsonaro – no caminho da mobilização, da luta e não da conciliação com os inimigos do povo trabalhador.

Não há outro caminho. Já ficou comprovado à exaustão pela experiência recente da luta contra o golpe em nosso País. Também o evidencia a experiência internacional, como nas espetaculares mobilizações do povo francês nos últimos dias, contra a orientação da direita, que chamou a conciliar com o governo Macron, e da esquerda, que quer conter a luta e esperar por novas eleições.

Não se trata apenas de sermos solidários com o ex-presidente Lula. A luta pela sua liberdade concentra e unifica a luta necessária contra o regime golpista, que não pode ser enfrentado em cada um dos seus muitos ataques contra o povo, mas precisa ser enfrentado em uma luta de conjunto, unitária dos explorados e de suas organizações de luta, sob a liderança da classe operária. Essa, juntamente com a juventude, precisa ser mobilizada a partir de uma intensa atividade de propaganda e agitação nas fábricas e demais locais de trabalho, nos bairros, nas escolas e universidades. Ser organizar em milhares de comitês de luta para ganhar as ruas contra o golpe e por suas demais reivindicações.

Para as ruas!

Fora Bolsonaro e todos os golpistas!. Liberdade para Lula e todos os presos políticos!