Atos do dia 29: Globo chama, PSTU vai

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O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados (PSTU), que notalizou em se colocar do lado dos Estados Unidos da América contra todos os governos nacionalistas, apoiado os golpes de Estado promovido pelo Imperalismo, a exemplo do Egito, Siria, Brasil, Venezuela, Ucrania, agora quer combater o machismo e os ataques aos trabalhadores, se aliando a convocação do dia 29 com o PSDB de Geraldo Alckmin.

Em sua página na internet, o PSTU reproduz uma matéria da imprensa golpista de que o vice de Bolsonaro, o general Hamilton Mourão, quer o fim do 13° salário e o direito a férias dos trabalhadores, para no final fazer uma frente única com o PSDB e convocar a mobilização do Ele não!

“Dia 29 vamos às ruas de todo país contra Bolsonaro e Mourão. Ele não! Contra Bolsonaro o machismo e exploração vamos fazer rebelião! Ditadura nunca mais! [email protected] às ruas dia 29!” (texto retirado da página da internet do PSTU).

O movimento #Ele não! se apresenta como movimento de mulheres, apartidário, e foi amplamente divulgado nas propagandas eleitorais de Geraldo Alckmin do PSDB, pois toda manobra das eleições de 2018, consiste em usar Bolsonaro como espantalho, para fazer um candidato impopular como Geraldo Alckimin ganhar as eleições de 2018.

Esse movimento tem como principais divulgadores, os artistas da Rede Globo, o PSDB, MBL, e personalidades fascistas como Miguel Reale Júnior, pois obviamente que se esse movimento tiver êxito, e pessoas que votariam em Bolsonaro, abandonar essa política, os votos serão transferidos para Geraldo Alckmin, que se apresenta, na maior cara de pau, como sendo anti-petista, mas defensor das mulheres e da democracia.

O PSTU se mostra um partido que está sempre disposto a servir a direita, em suas manobras para enrolar a população trabalhadora. Foi assim durante todo o golpe de Estado, através do impeachment de Dilma Rousseff, aonde o PSTU fazia coro com a direita, pedindo o Fora Todos!, que no final se resumiu no Fora Dilma!

Além disso, quando o movimento de luta contra o golpe cresceu no Brasil, o PSTU alegava que não participava dos atos para não se sujar na política de conciliação de classes do PT.

Na verdade, o PSTU quer mesmo é se banhar na conciliação de classes promovida pelo partido do imperalismo no Brasil, o PSDB de FHC, Alckmin e Aécio, usando a falsa ideia de que estão lutando contra o machismo do fascista Jair Bolsonaro, lado ao lado do “super” democrático Geraldo Alckmin, o mesmo que mandou a polícia expulsar de suas casas, a base de bombas, mais de mil famílias da ocupação do Pinheirinho, em São José dos Campos no Estado de São Paulo.