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Relator da privatização dos Correios é aliado do PCdoB

"Secretárias operativas", não!

Atos devem ter uma organização das bases, pública e democrática

O movimento por fora Bolsonaro deve ser democrático, é preciso constituir uma direção publica em âmbito nacional, estadual e municipal que preste contas de suas atividades

Bloco vermelho do PCO na manifestação de 19 de junho na avenida Paulista – Foto: PAULO PINTO / AFP

Após uma incansável campanha pela necessidade de constituir um amplo movimento popular pela derrubada do governo Bolsonaro e de todo o regime golpista – realizada pelo Partido da Causa Operária (PCO) e pelos Comitês de Luta por ele impulsionados, desde 2018 com a confirmação da fraude eleitoral – campanha que fecundou as bases da esquerda e as massas em alguma medida, o movimento finalmente nasceu e ganhou as ruas.

Devido ao longo tempo de gestação imposto por setores majoritários da esquerda, que conteve o movimento até que a crise social o lançou para fora, nasceu muito maior que o esperado e espantou a todos. O movimento mostrou também uma capacidade de crescimento espetacular, evidenciando que o grau de mobilização represado era enorme. No dia 29 de maio, data marcante de seu aparecimento, em cerca 220 atos em todo país, estima-se que 420 mil pessoas saíram às ruas pela derrubada do governo.

Menos de um mês depois, no segundo aparecimento do movimento, este tinha quase dobrado de tamanho. Em 19 de junho, foram mais de 400 cidades a realizar atos fora de Bolsonaro e estima-se uma participação de cerca de 750 mil pessoas. É preciso registrar que esse aumento aconteceu mesmo sem que houvesse uma convocação adequada, ou mesmo uma convocação da parte das organizações da esquerda. Em suma, as perspectivas do movimento são enormes.

Porém, o surgimento e a magnitude do movimento nos colocam agora novas questões e em primeiro lugar a questão organização.

Setores da esquerda pequeno-burguesa frenteamplista, ou seja, favoráveis à aliança com a burguesia, aproveitam-se desta vacilação das organizações que representam os trabalhadores e o povo e, cobertos com o manto da demagogia com setores oprimidos, procuram dirigir, manipular, promover sua política de conciliação e mesmo sabotar o movimento. Exemplos não faltam, desde a tentativa de traficar o verde amarelo na manifestação até a formação de “secretárias operativas” que decidem sobre os atos nas cidades. Essas operativas, no entanto, não são representantes dos ativistas e dos militantes de base, não são representantes de ninguém e ninguém sabe nem mesmo quem são.

Ocorre daí decisões esdrúxulas e ditatoriais, que ninguém votou, como a tentativa de prejudicar a fala do Partido da Causa Operária no ato em São Paulo, mudança de local no Rio de Janeiro e em Salvador que na avaliação de militantes prejudicam o movimento e até mesmo o cancelamento do ato em cidades de Santa Catarina sob o pretexto da chuva, uma clara sabotagem vinda da “operativa”.

É preciso lutar para que o movimento seja democrático, o movimento deve ter uma direção reconhecida, para que cada militante, ativista de base saiba quem é e possa cobrá-la. As forças políticas, os partidos da esquerda, os sindicatos, os movimentos sociais devem participar da direção, como verdadeiros representantes dos trabalhadores e dos oprimidos, e não organizações que dizem falar em nome dos oprimidos, as que na verdade não representam ninguém.

É preciso convocar plenárias regulares em nível municipal e Estadual para discutir cada passo do movimento democraticamente. Tudo deve ser feito de maneira pública e com a participação dos ativistas e dos militantes de bases, que são quem realmente sustentam o movimento.

Essas operativas secretas são verdadeiros desorganizadores e, como tal, sabotadores do movimento. Somente com um alto grau de organização capaz de mostrar a força do movimento das massas populares unificadas e com alto grau de democracia interna, que por um lado, atraia e agrupe mais e mais ativistas e militantes no movimento, e que de outro, esteja, sua direção, diretamente pressionada pela base, é que o movimento poderá cumpre a tarefa que se propõem, de derrubar o governo Bolsonaro e todos os golpistas.

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O Diário Causa Operária atravessa um momento decisivo para o seu futuro. Vivemos tempos interessantes. Tempos de crise do capitalismo, de acirramento da luta de classes, de polarização política e social. Tempos de pandemia e de política genocida. Tempos de golpe de Estado e de rebelião popular. Tempos em que o fascismo levanta a cabeça e a esquerda revolucionária se desenvolve a olhos vistos. Não é exagero dizer que estamos na antessala de uma luta aberta entre a revolução e a contrarrevolução. 

A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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