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A esquerda é vermelha!

Atos de 3 de julho provaram: quem usa verde e amarelo é a direita

A tentativa da direita de desmoralizar os atos da esquerda foi um fracasso. As mobilizações foram ainda mais vermelhas e mais combativas

3 de Julho Campinas – Foto: André Azem

A tentativa da direita de colocar o verde e amarelo nos atos da esquerda foi um fracasso total. Houve grandes mobilizações do último dia 3 de julho, chamadas às pressas, sob a coordenação sabe-se lá de quem, anunciadas a primeiro momento por ninguém menos que a Folha de São Paulo. E que deveria acontecer segundo algumas “lideranças” para dar vazão e fortalecer os desdobramentos da CPI da Covid-19 – o que a princípio tira o carácter popular das manifestações de rua e leva a pauta da derrubada do governo fraudulento de Bolsonaro para o terreno institucional – teve um efeito contrário. 

Os atos foram majoritariamente vermelhos. Fica claro que a antecipação das mobilizações foi caso pensado. O objetivo era frear e barrar a radicalização do movimento, talvez até mesmo uma tentativa de diminuir os atos. Ou seja, retirar da população, do povo e da esquerda a pauta de Fora Bolsonaro e coloca-lá na mão do Congresso. Logo no início, após a imprensa golpista noticiar que o 3 julho estava marcado, foram apresentados uma chuva de cards e pequenos vídeos nas redes sociais convocando a atividade, nas cores verde amarelo. Foram poucos os partidos e movimentos que não abriram mão do vermelho para chamar a população para as manifestações.

Apesar da campanha da direita, da imprensa, e de setores pequenos burgueses da esquerda de que seria necessário uma frente ampla, inclusive com golpistas, nas ruas, para derrotar Bolsonaro, a esquerda, as bases não caíram nesse conto da Carochinha. O que mais se ouvia dizer nas plenárias e reuniões de organização da mobilização, é de que o movimento devia ampliar, crescer, mesmo que para isso pudessem participar partidos como por exemplo o PSDB. A arapuca utilizada pelos frente-amplistas, para atrair setores confusos da esquerda junto a direita golpista, foi justamente o verde e amarelo.

No entanto para a surpresa de todos, a militância não deu ouvidos e não caiu na jogada da direita. Como se tivessem combinados a esquerda e as bases mais combativas do movimento, participaram do 3 de julho ainda mais vermelhos, e mais radicalizados do que os dois atos anteriores (29 maio e 19 junho). O que se viu nas manifestações era um mar vermelho de gente com sangue nos olhos gritando Fora Bolsonaro. Os únicos que realmente fizeram questão de ir na mobilização de verde amarelo, era a direita golpista, como o caso do PSDB em São Paulo, ou então o PDT em São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba onde apareceram meia dúzia de pessoas, com o bandeira do Partido e outra do Brasil e uma pequena faixa, onde aparece o rosto do abutre direitista Ciro Gomes, com uma bandeira brasileira ao fundo da imagem.

Portanto para o desespero daqueles que tentaram emplacar o verde amarelo nos atos, a frustração foi que não conseguiram tomar conta das mobilizações. E continuam sendo um setor marginal dentro do movimento. Foi visível em todos os lugares onde os atos aconteceram: o pessoal fez questão de ir de vermelho. O apelo da burguesia para que a população fosse ao movimento de verde e amarelo foi completamente rejeitado. Apenas aqueles que já estavam de conchavo ou sendo de alguma forma obrigados apareceram nas manifestações de verde e amarelo o fizeram, e de forma muito tímida por sinal.

Essa atitude por parte da maioria dos manifestantes é muito significativa, mostra que os atos tem características de um verdadeiro enfrentamento à extrema direita e toda a direita golpista. O vermelho dos atos, contra a vontade de setores dos ditos “organizadores” do movimento, apresenta o quanto são combativos e de luta essas e as próximas manifestações, mostra também que são absolutamente contra o governo de miséria, de desemprego, de fome, de privatização, de entrega do país e do genocídio orquestrado tanto pelos governos federais, estaduais e municipais.

Diante disso, podemos afirmar categoricamente que as mobilizações do último dia 3 de julho foram um verdadeiro sucesso. Não por conta da tentativa de enfiar goela abaixo do povo o verde e amarelo e a antecipação inesperada do ato, muito pelo contrário. A vitória do movimento foi que os militantes se negaram de forma contundente a adotar as cores do fascismo o que abre caminho para a infiltração da direita nos atos, e ainda por cima superaram as dificuldades de comparecerem em um ato marcado às pressas, do dia para noite, e participaram em peso da atividade mostrando que estão dispostos a ir às ruas, até as últimas consequências, para por por fim ao regime golpista e derrubar de vez a quadrilha que tomou de assalto o poder no país.

Não resta dúvidas de que no dia 24 de julho as manifestações serão ainda maiores, mais vermelhas e mais radicais. Sendo assim, é extremamente importante que invés de se buscar direitistas golpistas para participar dos atos, a militância tem que apostar e convocar os setores mais oprimidos e esmagados da sociedade, o convite para as mobilizações devem chegar em todas as fábricas, aos trabalhadores, às periferias, bairros populares e cidades em todo país. Pois estes são aqueles que realmente querem uma saída concreta contra a desgraça que vive o Brasil atualmente.

Nada de ciranda verde amarela com a direita e parlamentares golpistas, que se preocupam apenas com seus cargos políticos e são totalmente desligados ou afastados das urgências mais significativas que a população brasileira tem nesse momento. A força e o crescimento das mobilizações, estão nas massas populares, em plenárias abertas de organização, na ampla convocação e na responsabilidade da esquerda de levar adiante um movimento de luta claro, de acordo com as necessidades da classe mais explorada pelo capitalismo e seus algozes.

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A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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