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A condenação farsesca de Lula pelo juizeco Sérgio Moro, reafirmada no dia 24 pelo TRF 4 de Porto Alegre, foi na verdade um tiro dos golpistas que saiu pela culatra, e só fez aumentar a popularidade do ex-presidente entre as camadas populares. Ao contrário do que se esperava, ela terminou por ratificar de maneira insofismável o caráter abertamente persecutório da “Lava Jato”, que insiste em processar os líderes do PT sem qualquer prova concreta, enquanto blinda de maneira desavergonhada elementos do PSDB como Aécio, Serra e Alckmin, estes sim com vasto repertório de denúncias graves e mais do que comprovadas.

Essa mudança de percepção geral no senso comum é reforçada pelas medidas antipopulares adotadas ultimamente pelo governo, ficando cada vez mais evidente que a propalada bandeira da “luta contra a corrupção” não é na verdade senão uma luta contra os representantes das classes populares, com o intuito de abrir caminho para a privatização generalizada de instituições como a Previdência, os direitos trabalhistas etc, bem como dos recursos do país, entregando-os de bandeja nas mãos de vorazes capitalistas estrangeiros.

A pressão popular crescente transforma-se hoje num considerável obstáculo à expansão imperialista do golpe. Caindo a máscara da Lava Jato, a direita entreguista se desespera e apela para a “ultima razão” daqueles que não têm mais razão nenhuma: as forças armadas.  É o momento que vivemos, o momento da militarização do golpe, que corre hoje o risco iminente de descambar para uma ditadura que mande de vez às favas o regime político, com seu verniz “democrático”.

Sendo assim, faz-se importante ressaltar que a única maneira de evitar o descalabro de uma ditadura militar, de triste memória, não passa pela expectativa passiva das eleições em outubro, hoje bastante incertas, mas pela ampliação ainda maior da pressão exercida pelo povo nas ruas, tendo a figura de Lula como seu aríete contra as muralhas da repressão. É preciso que os setores da esquerda, a começar pelo próprio PT, entre outros partidos, se movam nesse momento delicadíssimo, em que a canoa pode virar de uma hora para outra. É preciso deixar de lado discussões “eleitorais” paralelas e inócuas diante da gravidade do que se passa, relativizar o apelo à “justiça” via instituições jurídicas – que já demonstraram de que lado estão – e evitar a todo preço a prisão de Lula.

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