Atos contra Bolsonaro levam milhares às ruas de São Paulo

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Essa quinta-feira foi o segundo grande ato nacional de massas contra Bolsonaro, tomando como mote os ataques à educação mas exigindo não apenas o fim desses ataques, mas o fim do governo em si, após os grandes atos do dia 15 de maio, quando mais de um milhão de pessoas foram às ruas de todo o País.

Em São Paulo, milhares de pessoas (no mínimo, 10 mil) caminharam do Largo da Batata – onde começou o ato – até a Avenida Paulista, totalizando 4,7 quilômetros de marcha, que passou pela Avenida Brigadeiro Faria Lima e pela Avenida Rebouças, antes de chegar ao destino final.

Desde o meio da tarde os militantes, estudantes e trabalhadores já se aglomeravam no local, na zona oeste da cidade. Faixas, cartazes, bandeiras e balões de partidos e organizações sindicais e populares forravam o Largo da Batata. O PCO compareceu em peso, com sua barraquinha de produtos e seus militantes vendendo o jornal Causa Operária e distribuindo os panfletos e adesivos pelo Fora Bolsonaro e Liberdade para Lula.

Já no final da tarde, quando o ato começou oficialmente, milhares de pessoas se encontravam no local. A União Nacional dos Estudantes (UNE) abriu uma grande faixa.

Após um tempo, o ato seguiu em marcha em direção à Avenida Paulista, sempre com forte presença da polícia fascista preparada para reprimir os manifestantes.

Durante a caminhada, muitos dos presentes gritavam as palavras de ordem Fora Bolsonaro e Lula Livre, ou algo semelhante, como “Ei, Bolsonaro, vai tomar no c*u”. Também, muitos motociclistas, pedestres e mesmo motoristas que passavam próximos à marcha prestaram seu apoio. A reportagem da Causa Operária TV que esteve no local viu uma motociclista acenando com um “L” na mão, em referência à liberdade do ex-presidente.

Perdeu? Assista a cobertura especial da COTV sobre os atos de ontem

Os organizadores do ato, como de costume, tentaram impedir que uma democracia operária fosse plenamente estabelecida, ou seja, que todos os que quisessem falar ao microfone realmente o fizessem, e tentaram mesmo (alguns) abafar o clamor popular pelo Fora Bolsonaro. No entanto, muitas das organizações participaram do coro “Fora Bolsonaro” durante o ato.

Ficou claro que o ato em São Paulo – assim como na maior parte do País – foi bem maior do que os atos coxinhas do último domingo, que levaram muito menos gente, embora os organizadores tenham dado números aberrantes como 500 mil pessoas.

O ato em São Paulo demonstrou que a tendência popular é a luta pelo Fora Bolsonaro e a esquerda precisa levantar essa palavra de ordem – que já está na boca do povo – para ir para cima do governo e derrubá-lo.

Veja aqui uma galeria de fotos do ato