Levante contra a repressão
População se levanta contra a operessão policial e deninciam o racismo contra a população periférica
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faixa periferia unida GRANDE
Moradores tomam às ruas, contra a violência policial | Foto: Luciana Bira

No último sábado (4), manifestantes se reuniram no bairro de Cidades Tiradentes, na Zona Leste de São Paulo, para protestar contra o racismo, a violência policial e a exploração capitalista, entre várias outras pautas.
O ato foi pacífico e organizado por coletivos da região. O grupo levou faixas e cartazes com nomes de jovens negros mortos e frases como “vidas negras importam” e “no Brasil um jovem negro é assassinado a cada 23 minutos”.
Os manifestantes se reuniram por volta das 13h na avenida dos Metalúrgicos, em Cidade Tiradentes, passaram pelo Hospital Cidade Tiradentes e foram até o Terminal Tiradentes. O ato foi encerrado perto das 16h.
Há anos que as periferias do Brasil sofrem com a barbárie da polícia em incontáveis genocídios, na maioria esmagadora de jovens e negros. Pesquisas mostram que são os jovens negros, especialmente moradores das periferias, as principais vítimas da violência policial no país: de cada 10 mortos, sete são negros; são eles também que compõem grande parcela da população carcerária (38% têm de 18 a 29 anos e 60% são negros).
A violência letal intencional no Brasil cresce contra negros (pretos e pardos) e regride contra não negros (brancos, amarelos e indígenas); a taxa de homicídios de indivíduos não negros diminuiu 6,8%. No mesmo período, a taxa entre a população negra saltou 23,1% e foi a maior registrada desde 2006. Esse quadro é ainda mais aterrador para a juventude negra: 77% dos jovens assassinados no Brasil são negros. A cada 23 minutos, um jovem negro é assassinado. São 63 mortes por dia, que totalizam 23 mil vidas negras perdidas anualmente pela violência policial.
Esses assassinatos são reflexo da sobreposição de vulnerabilidades a que essa população está sujeita e da violência que a atinge de maneira generalizada.
São inúmeras denúncias de violência policial praticada nas periferias de todo o país e certamente a maioria dos casos não são notificados pelas vítimas. Mas o que precisa ficar claro é que a luta é de classes e, a cada dia que passa, está mais acirrada.
Sempre com o pretexto do “combate ao tráfico de drogas”, são praticadas verdadeiras chacinas, resultando num massacre contra a juventude pobre e periférica deste país, deixando sempre duas saídas para essas pessoas: as penitenciárias superlotadas ou a morte.
Para a burguesia nacional, não basta usar o governo para assaltar os cofre públicos: é necessária a repressão policial para que afastar a possibilidade de um levante do povo contra essa elite parasita.
A Polícia Militar é uma instituição falida, cujo único propósito é servir de aparato repressor do Estado para silenciar a massa quando ela se revolta, principalmente quando entra em pauta a reivindicação de seus direitos.
Já passou da hora de a PM brasileira ser extinta, pois as comunidades são perfeitamente capazes de zelar por sua própria segurança.
Por essa razão é que o povo deve se manifestar permanentemente contra essa repressão e denunciar abertamente a farsa que é o discurso de que “a polícia serve à segurança da sociedade”, pois os números crescentes de assassinatos de jovens pobres e negros desmentem esse engodo.

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