Siga o DCO nas redes sociais

Militantes do PCO do Rio
PCO faz intervenção em ato “Fora Witzel” no Rio de Janeiro
Em ato contra o governador fascista “Auschwitzel”, militantes do PCO puxam o “Fora Witzel”, “Fora Bolsonaro” e “Liberdade para Lula”
ato 23 parem de nos matar
Militantes do PCO do Rio
PCO faz intervenção em ato “Fora Witzel” no Rio de Janeiro
Em ato contra o governador fascista “Auschwitzel”, militantes do PCO puxam o “Fora Witzel”, “Fora Bolsonaro” e “Liberdade para Lula”
Militantes do PCO reunidos no ato contra Witzel. Foto: Flávio Lara/DCO
ato 23 parem de nos matar
Militantes do PCO reunidos no ato contra Witzel. Foto: Flávio Lara/DCO

Da redação – Após mais uma morte de uma criança inocente, Agatha, de apenas 8 anos, assassinada pela PM de “Auschwitzel”, a temperatura política no Rio de Janeiro subiu ainda mais. Como forma de protesto contra a política genocida do governador, o povo das favelas e organizações de esquerda convocaram um ato chamado “Por Agatha! Parem de nos matar!”, em frente à ALERJ, às 17 horas do dia 22 de setembro, numa segunda-feira.

Panorâmica do ato. Foto: Flávio Lara.

O Partido da Causa Operária convocou a militância do Rio de Janeiro para o ato através de matéria publicada neste Diário. Atendendo ao chamado, os militantes do PCO e dos Comitês de Luta contra o Golpe compareceram ao ato, chamando pelo “Fora Witzel” e também pelo “Fora Bolsonaro” e pela liberdade de Lula. Na avaliação do Partido, Witzel, assim como Bolsonaro, foram “eleitos” na grande farsa que foram as eleições do ano passado.

Bandeira do partido no ato. Foto: Flávio Lara.

O caso de Witzel chama ainda mais atenção do que o de Bolsonaro. Afinal, o ex-juiz foi eleito, embora fosse um completo desconhecido da população, mesmo após a sua “vitória” eleitoral. Curiosamente, “Auschwitzel” foi capaz de derrotar Eduardo Paes, que embora seja um elemento da direita, é muito mais conhecido pela população fluminense, tendo sido o prefeito da capital do estado por duas vezes consecutivas, na época pelo PMDB. Logo após a farsa da sua eleição, “Auschwitzel” já mostrou à que veio: para reprimir duramente a população das favelas e comunidades do Rio de Janeiro, em sua maioria, negros.

Uma das primeiras medidas deste governador, que é um verdadeiro fascista foi a de colocar em prática o tiro ao alvo realizado por snipers, ou, em bom português, franco-atiradores, para atirar contra a população indefesa. Se não bastasse esta barbaridade, “Auschwitzel” também se destacou por subir em um helicóptero e atirar, ele mesmo, contra o povo desarmado em Angra dos Reis, crime este que nem mesmo Hitler ou Mussolini tiveram a ousadia de cometer e que levou escolas do Rio a colocarem placas no telhado, implorando para que a polícia não abrisse fogo contra as instituições de ensino.

Banner levado por militantes. Foto: Flávio Lara.

E mais, Witzel chegou a ir de helicóptero comemorar, como se fosse um gol da seleção em final de copa do mundo, a execução do famoso sequestrador do ônibus da ponte Rio-Niterói, um cidadão claramente desequilibrado, e que no momento foi assassinado, estava desarmado e fora do ônibus. Defensor número 1 da PM, “Auschiwitzel” quer ainda acabar com as delegacias de polícia, colocando o papel investigativo nas mãos da PM e tem feito com que esta instituição assassina esteja armada até os dentes, com equipamentos da melhor qualidade.

Por tudo isto, o PCO definiu como palavra de ordem o “Fora Witzel”. Infelizmente, até há pouco tempo atrás, era um grito puxado de forma isolada pelo nosso Partido. Entretanto, no ato da segunda o que se viu foi um amplo setor da militância bradando as palavras de ordem do PCO, o “Fora Bolsonaro” e o “Fora Witzel”, mostrando uma mudança na perspectiva política do estado. Infelizmente, como quem estava à frente da organização do ato era a esquerda pequeno-burguesa, o nosso Partido foi impedido de falar no ato, sob a alegação de que não foram dadas falas para nenhum partido. Curiosamente, diversos políticos do PSOL e até mesmo Ciro Garcia, do PSTU, tiveram direito à palavra.

Livraria do PCO no ato. Foto: Flávio Lara.

Mesmo diante deste boicote criminoso, justamente no momento em que a política do movimento se aproxima do que o PCO reivindica para o Rio de Janeiro e o Brasil, os militantes do Partido realizaram uma ótima invervenção. No ato, que contou com cerca de 500 militantes, foram vendidas muitas dezenas de jornais Causa Operária, assim como a livraria do Partido, que arrecadou uma boa quantia com a venda de broches “Fora Witzel” e outros materiais.

Embora alguns setores tenham acendido velas no ato, o que corresponde à uma atitude muito defensiva diante dos ataques da direita, para um amplo setor está claro que não basta simplesmente implorar que a PM pare de matar o povo negro nas favelas. É preciso que os negros e moradores de favelas e periferias organizem a sua própria autodefesa, e consigam impor na marra um freio à esta política genocida da PM de “Auschiwitzel”.

Militante do PCO vendendo jornal. Foto: Flávio Lara.

Por fim, devemos destacar que este é o momento ideal para a intervenção política do Partido. Embora as direções da esquerda insistam em tentar isolar o PCO, boicotando a nossa fala no ato, a realidade é que as bases estão rompendo este cerco, e obrigando o movimento a se aproximar das palavras de ordem do nosso Partido. Por isto, é a hora de mobilizar os comitês de luta contra o golpe e organizar a luta contra o extermínio promovido por “Auschiwitzel”, colocando como centrais os problemas do direito ao armamento, a criação dos Comitês de Autodefesa e pela dissolução da Polícia Militar. É o momento de dizer em alto e bom som “Fora Witzel”! “Fora Bolsonaro”! Liberdade para Lula e novas eleições, com Lula candidato!