Agir para não morrer
Ato em defesa da vida dos trabalhadores em frigoríficos ocorrido na última quinta-feira (24) é parte de uma luta que resultará em greve
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campanha-frigorificos - 2020
Cartaz de campanha pela preservação da vida dos trabalhadores dos frios | Foto: Reprodução

Na última quinta (24) ocorreu um ato dos trabalhadores em frigoríficos na capital de São Paulo, organizado pela Confederação Brasileira Democrática dos Trabalhadores na Indústria de Alimentação (Contac), ligada à CUT, o Sindicato dos trabalhadores nas Indústrias de Carne, derivados e do Frio no Estado de São Paulo, outras confederações de trabalhadores do setor, em protesto contra a atitude dos patrões, diante dos mais de 130 operários contaminados e uma gama desses trabalhadores terem sucumbido ao vírus, ocorridos nesse setor industrial.

O ato ocorreu em frente à Bolsa de Valores de São Paulo, localizada no Centro da capital paulista e teve como objetivo chamar a atenção e denunciar a atitude escravagista dos patrões, diante das condições de trabalho, saúde e a própria vida dos funcionários. Isto porque o setor dos frios é um dos setores industriais onde os funcionários mais estão sofrendo na pandemia do coronavírus no país.

A chamada da campanha diz bem a situação trágica que os operários são submetidos. É exatamente o que os trabalhadores vêm falando nas fábricas, ou seja, “A CARNE MAIS BARATA DO FRIGORÍFICO É A CARNE DO TRABALHADOR”.

Entre as principais demandas dos trabalhadores estão a implementação do distanciamento na linha de produção, a criação de um terceiro turno para inibir o número de trabalhadores em aglomeração e a troca de máscaras e proteção diariamente, já que, segundo a categoria, em algumas fábricas como a JBS, por exemplo, os profissionais têm sido orientados a utilizá-las por até cinco dias seguidos.

A situação de hecatombe se dá em praticamente todos os frigoríficos, porem, com muito mais intensidade nos maiores, como JBS/Friboi, Minerva, Milano, Aurora, BRF – Brasil Foods, Marfrig, entre vários outros espalhados pelo Brasil, no entanto os patrões fazem suas próprias leis, por isso, não discutem com os representantes dos trabalhadores. Os patrões, como fizeram com em junho, mesmos colocam as regras e, o governo golpista de Bolsonaro endossa tudo que eles fazem, principalmente, porque governam para eles e estão preocupados somente com a arrecadação que o setor reverte, com as exportações, em como o dinheiro que vem para dentro do país.

A tragédia é tamanha que, na maioria desses frigoríficos, a contaminação é sempre bem maior que 20% do contingente de trabalhadores. Já foram registrados casos, em um único frigorífico, de 60% de trabalhadores contaminados! Os números de mais de 130 mil trabalhadores é uma estimativa baseada nas informações em que os trabalhadores informaram aos representantes sindicais da categoria.

Para manter o lucro, não importa se o trabalhador vai ser contaminado ou morrer

O principal motivo de os patrões exporem os seus funcionários nas piores condições de vida e trabalho, se vê no lucro da JBS/Friboi, que conseguiu apenas no último trimestre aumentar seu lucro em R$ 3,38 bilhões, o equivalente a 54,6% em comparação ao mesmo período de 2019. Ou seja, não importa que ocorra um genocídio com os trabalhadores dos frigoríficos, desde que as contas bancárias aumentem substancialmente seu volume.

O ato é parte de uma luta que deve ocorrer nas portas das fábricas, para alertar os trabalhadores de que, somente a mobilização com greve é que poderá fazer com que seja preservada a vida de cada um, bem como de seus familiares, bem como a todos os entes que tenham contato.

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