Ato na Paulista evidenciou disposição da militância e vacilação das direções

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Milhares de pessoas se reuniram, neste domingo na Praça do Ciclista, no final da Avenida Paulista, em ato pela Liberdade de Lula, convocado pelo Comitê Nacional Lula Livre e pela Frente Brasil Popular.

No ato politico, falaram dirigentes do Partido dos Trabalhadores (PT), do Partido da Causa Operária, (PCO), do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), do Partido Socialismo e Liberdade (PSol), do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST), do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e da Central Única dos Trabalhadores (CUT).

O ato evidenciou por um lado a firme disposição de luta dos participantes de ampliarem a mobilização em defesa da liberdade do ex-presidente preso ilegalmente há um ano, depois de ser condenado sem provas e de ter sua candidatura cassada, por ameaça dos militares sobre o judiciário, com o claro intuito de garantir a fraude nas eleições que garantiram a vitória do candidato minoritário e que, por conta da revolta popular contra os partidos e políticos tradicionais da burguesia acabou por se constituir na única alternativa possível para derrotar a esquerda (sem Lula) em eleições fraudulentas.

Ficou claro que a mobilização na maior cidade do País e com amplo poder de mobilização, onde estão concentrados os maiores sindicatos e organizações de luta dos trabalhadores, bem como as maiores bancadas parlamentares da esquerda, eleitas como “representantes” de Lula, foi contida no seu potencial diante da falta de uma mobilização mais ampla dos setores da esquerda burguesa e pequeno burguesa que estão contrários a realizar uma ampla mobilização contra o golpe e a favor da liberdade de Lula e, por isso, não comparecem ao ato ou mandam apenas seus “representantes” para fazer discurso ou, mesmo sendo a favor da mobilização, se sentem intimidados e pressionados por essa esquerda capituladora e não realizam uma ampla mobilização nos locais de trabalho, moradia e estudo, não colocam à disposição dessa necessária mobilização os poderosos aparatos sindicais e políticos conquistados com o apoio de Lula e dos trabalhadores que precisam lutar pela sua liberdade, como forma de defesa de suas reivindicações contra o regime golpista.

Para impulsionar a perspectiva expressa na mobilização e impulsionar uma ampla luta pela liberdade de Lula, que só pode ser conquistada por meio de uma mobilização revolucionária, nas ruas, é preciso superar essa defensiva política, multiplicar as atividades, os comitês de base de  luta contra o golpe e pela liberdade de Lula, assim como a agitação e propaganda entre os trabalhadores para impulsionar esta perspectiva que se opõe à todo tipo de ilusão em um acordo com a direita “governista” ou com os setores da oposição golpista, que apoiaram o golpe de Estado que derrubou Dilma, que não se colocam contra a prisão de Lula, que apoiam a reforma da Previdência, ou seja, que defendem os aspectos centrais da politica do regime golpista contra Lula, contra a esquerda e contra todo o povo brasileiro.

Acesse o link abaixo e veja a intervenção do companheiro Antônio Carlos Silva, da direção nacional do PCO, no ato da Paulista.