Ato em Brasília foi uma grande vitória da mobilização

brasilia

Dezenas de milhares de pessoas tomaram os espaços de Brasília em uma única voz: “Lula livre, Lula livre já. Eu quero Lula, Lula do PT!”. Esse foi o sentimento que se expressou na vitoriosa manifestação desse dia 15/08.

O ato em si não foi resultado do acaso, mas produto de uma grande e vitoriosa mobilização de todos aqueles setores que vêem Lula não simplemente como uma candidatura eleitoral, mas como a expressão maior da luta do povo brasileiro contra o golpe de Estado no país.

Dentre os diversos agrupamentos organizados que participaram do ato, dois se destacaram, particularmente. A grande coluna dos trabalhadores sem-terra vinculada ao MST, com a participação de milhares de manifestantes, e as centenas de militantes do PCO e dos comitês de luta contra o golpe, que montaram uma estrutura em um local da Esplanada dos Ministérios conhecido como “Espaço do Servidor para centralizar as dezenas de ônibus que chegavam dos diversos estados do país e das regiões do Distrito Federal e do seu entorno.

Para organizar essa primeira marcha em Brasília pelo direito de Lula ser candidato e pelo registro da sua candidatura junto ao TSE, foram várias as ações da militância para garantir a presença do maior número possível de companheiros. Um exemplo, os militantes do PCO e do Comitê de Luta contra o golpe do DF montaram um call center, apelidado carinhosamente de KarlMarx center pelos seus participantes, em um sindicato da Capital Federal, que chegou a contatar mais de 4 mil militantes da esquerda do Distrito Federal. Foram organizadas por diversos movimentos como CUT, sindicatos, centenas de panfletagens e colagem de cartazes por todo o DF, com a presença de carros de som nas difentes regiões.

Uma conclusão que era corrente entre os militantes presentes foi a de que a próxima manifestação em defesa de Lula, provavelmente quando do julgamento do recurso de sua defesa pela manutenção de sua candidatura junto ao Superior Tribunal Federal (STF), tem todas as condições de ser superior à manifestação do “ocupa Brasília” ocorrida em maio de 2017 contra a reforma da Previdência, que reuniu cerca de 100 mil pessoas em Brasília.

O ato do dia 15 já é um marco. O que está colocado para o conjunto do ativismo, que luta contra o golpe é iniciar imediatamente a mobilização para a próxima atividade, tendo sempre presente que a única maneira que temos de garantir a presença de Lula nas eleições é com uma intensa mobilização popular, que incendeie o país de norte a sul, pela derrota do golpe, pela liberdade de Lula e por Lula presidente.