Ato denuncia a destruição das universidades promovida por Beto Richa (PSDB)

DIA DE MOBILIZAÇÃO ESTADUAL abril 2018 5(1)

Na noite da última terça (3), realizou-se no Auditório da Universidade Estadual de Ponta Grossa (PR) o debate: “Desmonte das Universidades Públicas do Paraná: retrato dos últimos 7 anos e 93 dias”.

O evento, com a presença de professores, estudantes e parlamentares, foi um protesto contra os ataques realizados pelo governo Beto Richa (PSDB) às universidades públicas paranaenses durante seus dois mandatos.

Richa notabilizou-se por seu descaso com a educação pública em todos os níveis, e pela brutalidade com que reprimiu as manifestações de professores no Paraná. Logo após sua posse no cargo, deram-se os célebres confrontos de abril de 2015 que resultaram em centenas de feridos por bombas e tiros de borracha, em protestos contra alterações na previdência dos servidores.

Desde então, a política privatista do PSDB se fez sentir em todos os setores da educação pública do Paraná. Mas os golpes mais fortes do governador tucano foram desferidos contra as universidades estaduais. O estado é o segundo que mais forma estudantes no Brasil, com mais de 12 mil graduandos por ano nas sete instituições de ensino superior pertencentes ao governo do Paraná. São 72 mil alunos matriculados nas universidades do Estado, que oferecem 378 cursos.

Beto Richa está disposto a reverter este quadro favorável. Primeiro, tentou forçar as instituições a aderir ao um sistema de gestão de folha de pagamento do governo do Estado – o Meta 4 – acabando com sua autonomia financeira. Ante a negativa das universidades, Richa partiu para a retaliação direta. Desde março de 2017, foram suspensas as contratações de professores substitutos necessários ao funcionamento das instituições. No orçamento de 2018, foi realizado um corte de R$ 138 milhões das universidades, com percentuais de contingenciamento da ordem de 40% nas despesas de custeio.

A política de Richa é um caso extremo de aprofundamento do desmonte geral das universidades públicas que os golpistas vêm promovendo em nível federal, com vistas à sua privatização, para que não mais o acesso ao ensino superior público e gratuito possa ser usado como um fator de redução da desigualdade social. Trata-se de uma política predatória, de exclusão e opressão de toda a população. Somente com a mobilização massiva de estudantes e professores será possível resistir à sanha destrutiva golpista.