Instituto Federal de São Paulo
Reitoria do IFSP é acusada de ter convidado as forças de repressão para “acompanhar” ato de estudantes contra o EaD e contra a volta às aulas
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Prédio do IFSP | Foto: Reprodução

Após um recente ato contra a volta às aulas e em defesa do fim do regime de ensino à distância (EaD) realizado pelos estudantes do campus São Paulo do Instituto Federal de São Paulo (IFSP), acompanhado por policiais militares, passou a circular na rede social a denúncia de que a presença destes teria se dado a convite do diretor do campus ou do reitor da instituição. Esta acusação foi posteriormente negada em nota oficial pelo reitor do IFSP, Eduardo Antonio Modena, caracterizando a denúncia como uma notícia falsa e alegando a inocência dos dirigentes do Instituto com base no seu suposto respeito à pluralidade de idéias, à democracia e à livre manifestação e utilizando como “álibi” o fato de o campus estar fechado e de os servidores da Reitoria estarem todos trabalhando de forma remota.

Sendo relacionada a um reitor cuja administração aprovou diversos cortes de verbas, trabalhou ativamente pela expansão do espaço da iniciativa privada dentro da instituição e que apoiou pessoalmente a eleição de diversos elementos direitistas nas eleições internas, a acusação mostra-se perfeitamente verossímil. Já muito conhecidas pelas abertas intimidações, provocações e tentativas de criação de pretextos para dissolver de forma violenta atos políticos de esquerda, as corporações policiais, verdadeiros exércitos particulares da classe capitalista, se ocupam em manter a população pobre num estado de permanente terror e desorganização, papel por qual passa também intimidar e cercear a liberdade de manifestação da vanguarda política da classe operária e dos movimentos esquerdistas em geral.

Tendo a mobilização em questão sido realizada em oposição a políticas claramente favoráveis e incentivadas pelos monopólios da educação privada, em permanente campanha para minar o ensino público e controlar as fatias mais lucrativas destes para encaminhar a sua completa privatização, independentemente de os policiais terem sido chamados pela reitoria, este acontecimento se mostra como mais uma clara expressão da quase que universal presença em peso das forças de repressão nos atos públicos realizados no atual período de refluxo da mobilização popular.

Alegadamente se fazem presentes para proteger a liberdade de manifestação dos envolvidos mas, na prática, comparecem para servir de entrave para a mobilização, procurando ditar o que os manifestantes podem ou não fazer, por onde podem transitar, que cartazes podem exibir, em qual horário devem deixar a praça pública e, particularmente, evitar o desenvolvimento da luta prática entre a população e setores direitistas.

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