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“Nós vamos, por esse método, unificando a esquerda, derrotar o fascismo, derrotar a ditadura, derrotar o golpe que nós sofremos em 2016”
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A frente única contra o fascismo v2
Partidos de esquerda, movimento sindical e popular, a frente única contra o fascismo em apoio ao DCO | Arquivo DCO

Neste sábado (8), o ato de apoio ao Diário Causa Operária (DCO), chamado pelo Partido da Causa Operária contra a tentativa fascista de destruição do DCO, acabou ultrapassando as expectativas.

O ato presencial e limitado, devido às questões de segurança diante da pandemia, contou com a exibição de vídeos e leitura de declarações de apoio e solidariedade à imprensa operária e com algumas falas de dirigentes do PCO.

Com as declarações de apoio dos ex-presidentes Lula e Dilma, sindicatos, movimentos populares, como CMP, MST, FNL, entidades estudantis, partidos de esquerda, como PT, PSTU, PCB, Partido Comunista da Finlândia, da França, entre outras organizações do Brasil e do exterior, o ato foi encerrado com o discurso do companheiro Rui Costa Pimenta, presidente nacional do PCO.

Ele sintetizou o marco histórico que o ato representa, apontando no caminho da frente única contra o fascismo que derrotou os integralistas no Brasil em 1934.

Ele diz:

“O ponto central, no que diz respeito da nossa campanha, é que eu gostaria que os companheiros tomassem consciência daquilo que nós estamos realizando. Lançamos essa campanha quase que por instinto. Atacaram o nosso jornal, um ataque muito simbólico, uma espécie de assassinato ideológico e intelectual, nós reagimos de bate pronto. Mas quando nós olhamos esse ato público que estamos realizamos, o apoio, principalmente a diversidade desse apoio, por exemplo de partidos com os quais temos uma série de divergências e choques políticos de maneira sistemática. O próprio PT é um caso, mas também o PCdoB, o PSTU. Há uma diversidade que é uma reunião de forças que não são ideologicamente homogêneas, não pensam da mesma maneira sobre todas as questões, ou sobre as fundamentais. Mas, que se reuniram nessa campanha, numa luta comum a todos, que é a luta contra os ataques fascistas, num momento político em que o fascismo levanta a cabeça no mundo inteiro…”

A política trotskista

“Diante dessa ameaça, nossa campanha materializou aquilo que é um dos eixos fundamentais da política revolucionária, da política do PCO, que é a unidade de todos os setores ou de amplos setores da classe trabalhadores contra o fascismo.”

O companheiro Rui C Pimenta citou o caso em 1934, na época que o fascismo levantou a cabeça no Brasil pela primeira vez e quando militantes trotskistas, militantes do Partido Comunista stalinista e militantes anarquistas se unificaram para dissolver um comício dos integralistas na Praça da Sé, em S. Paulo, no episódio que ficou conhecido como “Revoada das Galinhas Verdes”.

Ele evocou esse símbolo da luta contra o fascismo e explicou que as forças que se reuniram naquele momento eram forças muito difíceis de chegarem em um acordo, dado que trotskistas e stalinistas estavam praticamente em guerra. No entanto, unificaram-se no sentido da autopreservação das organizações operárias contra o fascismo.

“Essa é uma tarefa que nós temos que realizar no Brasil. E o nosso ato e a nossa campanha, materializam essa frente única que nós queremos construir. A grande vitória que estamos tendo aqui é essa!”

Rui explica que a frente única começa a materializar, na medida que se torna concreta a ideia de que independentemente das posições políticas, ideológicas, da bandeira partidária… “é necessário unificar a esquerda e todas as organizações operárias e populares para combater o fascismo.

“Essa é a maior vitória de todas!”

A campanha em apoio ao DCO contribuiu para impulsionar a ideia da frente única antifascista. O companheiro explica que o partido está lutando por essa frente em todos os terrenos, procurando unificar os grupos que querem confrontar os fascistas nas ruas, chamando todas as organizações a fazerem os atos Fora Bolsonaro, entre outros.

“Nós vamos, por esse método, unificando a esquerda, derrotar o fascismo, derrotar a ditadura, derrotar o golpe que nós sofremos em 2016!”

Por fim, o presidente do PCO explicou que a campanha, de maneira imprevista, serviu como ponto de aglutinação da luta contra o fascismo. Toda a propaganda que o PCO fez e as pessoas que aderiram à ela, solidarizando-se com o DCO, deram um enorme passo adiante na realização da tarefa que é fundamental hoje no Brasil e no mundo

E neste sentido o companheiro conclui:

“a de unificar todos os setores da classe operária e das massas exploradas, todos os setores que efetivamente defendem a democracia, que não é a burguesia, numa luta a ferro e fogo, numa guerra contra o fascismo e essa é a nossa maior vitória. Nós vamos, por esse método, unificando a esquerda, derrotar o fascismo, derrotar a ditadura, derrotar o golpe que nós sofremos em 2016.”

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