Ato contra reforma da previdência em Brasília diz: Fora Bolsonaro!
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Ato contra reforma da previdência em Brasília diz: Fora Bolsonaro!
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Na manhã e na tarde do dia 12 de julho, cerca de sete mil participantes, entre estudantes, trabalhadores e populares, realizaram um grande e importante ato, marcando a primeira grande manifestação de repúdio à aprovação do texto-base de “reforma” da Previdência, votado no dia 10, quarta-feira, na Câmara Federal. A manifestação foi realizada em Brasília, na zona central da cidade, onde desde cedo centenas de estudantes que participam como delegados ao 57º congresso da UNE já se concentravam para dar início à marcha, que logo depois seguiu pela esplanada dos ministérios.

Mais uma vez a capital federal foi palco de uma importante manifestação de repúdio ao governo Bolsonaro, com uma expressiva parte dos estudantes e populares, que se juntaram à manifestação, entoando cânticos em “homenagem” ao presidente fascista, onde era possível ouvir o mantra “oficial” das manifestações país afora: “Hei Bolsonaro, vai tomar…..” Desde cedo o clima já era de muita animação e energia positiva, com batuques, música e dança, no momento da concentração.

Embora seja latente o clima de radicalização em todos os movimento e atos contra o governo Bolsonaro realizados no último período, a política das direções tem ido no sentido contrário, se colocando como um dique de contenção ao desejo de enfrentamento com os golpistas. Se percebe claramente que não falta disposição para a luta e o enfrentamento direto com o governo golpista. O que não se vê é uma política do conjunto das direções que aponte para uma perspectiva clara de orientação às lutas que se sucedem no país, que não podem ir por outro caminho a não ser o de colocar para fora o ilegítimo governo Bolsonaro, os golpistas, a burguesia e o imperialismo.

Nos atos e manifestações – como esse hoje em Brasília – fica transparente a mesma política de um setor da esquerda que é levada dentro do parlamento, das instituições. A tentativa de se aproximar de setores que são francamente hostis a qualquer ideia de derrubar o regime golpista, representado pelo moribundo governo Bolsonaro, cada vez mais fraco e repudiado pelo conjunto da população, mas que um setor da esquerda nacional insiste em sustentar e garantir uma sobrevida até as eleições de 2022. A política de frente com os setores que apoiaram o impeachment e a continuidade do golpe (prisão do ex-presidente Lula, eleição de Bolsonaro), é a mesma que vem levando as lutas ao fracasso e às derrotas, como neste momento estamos presenciando em relação ao projeto de “reforma” da previdência.

o único setor que tem oferecido uma saída consequente, vale dizer, do ponto de vista dos interesses dos trabalhadores, das massas populares e do conjunto da população é o PARTIDO DA CAUSA OPERÁRIA, que mais uma vez se fez presente a um ato em Brasília apontando uma perspectiva clara de luta para os trabalhadores e a juventude. O PCO esteve presente ao ato com sua juventude militante, a Aliança da Juventude Revolucionária (AJR), defendendo a aliança dos trabalhadores da cidade e do campo com os estudantes, com a juventude explorada do país para enfrentar e derrotar os golpistas.

Fomos a única organização política no ato que conformamos uma coluna realizando um trabalho de agitação e propaganda em torno à palavra de ordem de “Fora Bolsonaro”, incluindo na consigna também a luta pela liberdade do companheiro Lula e a realização de novas eleições, com Lula candidato. Em sua intervenção, o representante do PCO enfatizou a necessidade da ruptura com esta política de fracassos e derrotas, conclamando a uma verdadeira frente de luta de todos os movimentos (sociais, operário, popular, estudantil) pelo “Fora Bolsonaro” e pela liberdade do companheiro Lula. Por sua vez, o representante da AJR discursou colocando a necessidade do congresso da UNE deliberar por uma campanha nacional de todos os estudantes pelo “Fora Bolsonaro”; a defesa da Universidade Pública; mais verbas para a educação; fim dos subsídios ao ensino privado; fim do vestibular, com livre ingresso na universidade.