Ato contra a prisão de Lula em Brasília sinaliza resistência contra o golpe

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Na última quarta (4) Cerca de 7 mil pessoas se reuniram na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, para pressionar o Supremo Tribunal Federal (STF) a aceitar em julgamento o habeas corpus impetrado pela defesa de Lula, a partir da perseguição judicial que vem sofrendo.

No início da tarde, os manifestantes se reuniram no estacionamento do Teatro Nacional. Por volta das 14h, diversos grupos de todo o Brasil já desciam a Esplanada rumo à Alameda das Bandeiras, em frente ao Congresso Nacional (a polícia isolou a Praça dos Três Poderes, onde está o STF). As principais palavras de ordem eram Lula livre e Não à prisão de Lula. Às 15h, teve início uma série de falas políticas e números artísticos, num vigoroso protesto que se estendeu até as 19h30 da noite.

Lideranças do PCO, PT, PCdoB, PSOL e PDT estiveram presentes expressando seu apoio ao ex-presidente e ao PT frente à perseguição judicial feroz que Lula e o Partido vêm sofrendo a partir da operação lava-jato, comandada pelo imperialismo norte-americano e encabeçada por Sérgio Moro – o Mussolini de Maringá. Além disso, diversos movimentos sociais e dirigentes sindicais ajudaram a engrossar o ato, superior em número e em vigor ao ato organizado pelos coxinhas na parte sul da Esplanada.

O ato encerrou-se no início da noite, quando da conclusão do voto de Rosa Weber – determinante no julgamento do habeas corpus, já que os demais eram conhecidos com antecedência. No total, 6 ministros golpistas votaram pela negação do benefício a Lula, contra 5 que se posicionaram por sua liberdade até o trânsito em julgado da sentença. A partir de então Lula pode ter sua prisão decretada a qualquer momento.

A militância presente no ato provinha de diversos estados, representando alguns dos setores mais organizados e conscientes da luta contra o golpe. São os grupos destinados a impulsionar a mobilização contra a ofensiva fascista e contra a criminalização das lideranças e organizações populares. A palavra de ordem agora é não vai prender, concretizada por uma intensificação da mobilização em torno a Lula e pela criação de comitês de autodefesa dos trabalhadores.