Atletas dos EUA protestam contra Trump nos jogos pan-americanos

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A cerimônia do pódio dos jogos Pan-Americanos, que deu medalha de ouro para a equipe masculina de esgrima dos EUA, foi palco de uma manifestação do atleta norte-americano Race Imboden. Durante a premiação, Imboden se ajoelhou na hora da entrega das medalhas, num ato de protesto contra Donald Trump e sua política de ódio e violência contra os negros, os imigrantes, etc. Imboden explicou sua decisão de protestar contra Trump em seu twitter “escolhi sacrificar meu momento no pódio para chamar atenção para questões que acredito que precisam ser abordadas. Encorajo outros a usar suas plataformas para uma mudança”.

Race Imboden seguiu a atitudes de outros atletas, como a jogadora de futebol Megan Rapinoe, que também protestou contra o governo genocida de Trump, respondendo a pergunta se iria à Casa Branca após a Copa, Megan respondeu “Não irei à merd* da Casa Branca”, além de também ter se ajoelhado durante o hino. Outro atleta que também protestou contra o racismo que Trump recrudesce nos EUA e contra a violência policial contra a população pobre foi Colin Kaepernick, que passou a se ajoelhar durante o hino dos jogos. Todas essas manifestações mostram como Trump é impopular, afinal, ele foi eleito mesmo sem ter a maioria dos votos.

O governo de Trump é um governo de crises, um mar de retrocessos, violências e racismo, incluindo que Trump nunca foi a primeira opção dos principais setores da burguesia imperialista. Assim como aqui no Brasil, cresce a quantidade de protestos contra esses governos reacionários, e, no caso dos EUA, esses movimentos vêm crescendo principalmente por conta das políticas violentas de Trump contra os imigrantes, que são trancafiados como animais nos centros de detenção para imigrantes, onde, inclusive, muitas mulheres são violentadas e crianças são separadas de seus familiares, ficando sozinhas nessas verdadeiras jaulas.

O imperialismo deve continuar sendo atacado e quanto mais figuras públicas acrescentarem nessa luta, é sinal de que é possível avançar numa ofensiva da classe trabalhadora contra toda essa exploração, opressão e violências da burguesia internacional.