Movimento negro nos EUA
Dia 28 de agosto ocorre a Convenção Nacional Negra 2020, de forma virtual. A expectativa é de participação de milhares de pessoas.
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Protestos nos EUA | Foto: Samuel Corum/Getty Images/AFP

Está sendo chamada, para o dia 28 de agosto, uma convenção nacional de militantes negros nos Estados Unidos. A organização está sendo feita pela EJP (Electoral Justice Project – Projeto Justiça Eleitoral) do M4BL (Moviment For Black Lives – Movimento Pelas Vidas dos Negros). Trata-se de um movimento que reúne mais de 150 organizações.

A ideia dos organizadores é continuar o movimento que tomou conta das ruas dos Estados Unidos após o assassinato cometido por vários policiais contra um homem negro. A morte brutal por asfixia de George Floyd deu início à uma das maiores ondas de manifestações dos últimos anos naquele país, levando o assunto do racismo e da violência policial ao centro da discussão política.

O evento, chamado Convenção Nacional Negra 2020, pretende desenvolver propostas e reivindicações antes das eleições presidenciais, que ocorrerão no começo de novembro. Ao final da convenção deve ser gerado um conjunto de reivindicações para os primeiros 100 dias da nova presidência do país.

A iniciativa do movimento é correta na medida em que um evento desse porte organiza e alinha os objetivos e os próximos passos do povo negro. Porém, não se deve confiar na farsa que são as eleições burguesas, com dois candidatos alinhados com os objetivos imperialistas, em graus diferentes, é verdade, tendo o candidato Democrata uma política ainda mais belicistas e intervencionista em nível mundial. O movimento ganhará força na medida em que propuser medidas efetivas de combate ao racismo, medidas que vão além do raso reformismo das instituições repressivas e racistas, mas que afrontem a própria estrutura do regime, incluindo o fim da polícia, a formação de milícias populares, o armamento irrestrito das populações vulneráveis, a reforma eleitoral binária anti-democrática, a estatização total da saúde, o enfrentamento contra a extrema-direita, entre outros.

A luta atual que se original no assassinato de George Floyd não pode se contentar nem com promessas nem com pequenas melhorias. A luta do povo negro já possui grande experiência de luta e o entendimento necessário de que pequenas medidas não solucionam o problema, mas apenas atenuam por um certo tempo em alguns lugares alguns problemas. O movimento organizado deve ter reivindicações de impacto e as garantias concretas de que tais mudanças terão a capacidade de ser defendidas pelo povo negro.

Ainda é cedo dizer se a tal convenção se trata de uma tentativa de amenizar o movimento, transformando o sentimento de revolta do povo em propostas eleitorais de pouco impacto. Ou se a revolta expressa nos primeiros atos de revolta do povo pós assassinato de George Floyd voltará a ser praticada com maior organização e efetividade. Não há outra saída das minorias norte-americanas a não ser lutar efetivamente contra o regime ditatorial e genocida que os partidos Democrata e Republicano implementaram há décadas. O caminho correto já é conhecido, a rebelião acuou capitalistas, burguesia e até mesmo o próprio presidente fascista. É preciso intensificar a luta, aumentar a polarização cada vez mais, a vitória da população só virá assim.

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