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Na última quarta-feira o ex-Presidente do Equador, Rafael Correa, foi vítima do ataque de uma turba no interior do Equador quando participava de um programa numa estação de rádio. O ex mandatário participava da campanha pelo “não” no referendo proposto pelo governo cuja votação será nesse domingo, dia 4.

Embora o ataque em si não tenha tido consequências graves, fica a mensagem de que os golpistas que no momento agem na América Latina estão dispostos a lançar mão seja da violência institucional ou do banditismo sem disfarces para varrer aqueles que se colocam no seu caminho.

Ainda na sexta-feira à tarde foi noticiada uma ameaça de bomba na sede do Poder Legislativo equatoriano.

Por coincidência, o Secretário de Estado nortemaericano, Rex Tillerson (executivo da Exxon), inicia um giro por diversos países latino-americanos (o Brasil ficou de fora) mas antes mandou alguns recados carregados com o forte tempero da arrogância tradicional que caracteriza os membros do governo imperialista. Segundo Tillerson, empregando linguagem que lembra os tempos da guerra fria, Tio Sam não vê com bons olhos a presença da China e da Rússia nesta região cujo domínio imperial ele reivindica: A América Latina não precisa de novos poderes imperiais que só buscam beneficiar a si mesmos. … Hoje a China está ganhando terreno na América Latina. Usa seu poderio econômico para puxar a região para sua órbita; a questão é a que preço. O modelo de desenvolvimento estatal da China remete ao passado. Não tem de ser o futuro. … A presença crescente da Rússia também é alarmante. Nossa região deve ser diligente em sua proteção contra potências distantes que não refletem os valores fundamentais compartilhados nesta região.

Um recado específico para a Venezuela mas que nas entrelinhas destina-se a toda a região. Os golpes militares não são coisa do passado nem carta fora do baralho: No caso da Venezuela e dos países sul-americanos, às vezes os militares são o agente da mudança quando as coisas estão tão ruins e a liderança não serve ao povo.

Com relação à arrogância habitual com que Washington se dirige à América Latina é espantoso que nem as suas oligarquias nem as pessoas colocadas em posição de comando não se sintam incomodadas. Internamente são truculentas e ciosas de suas posições de autoridade. No entanto, permanecem impassíveis ao serem humilhadas pelo imperialismo que publicamente lhes impõe diretrizes.

A atual ofensiva imperialista na América Latina difere das anteriores pela situação de decadência já totalmente visível da economia norteamericana. É sintomático que a China esteja sendo grande beneficiária da destruição das economias da região. Pode-se dizer que é uma ofensiva desesperada. Maior exemplo é o Brasil em que o golpe de Estado resultou num governo instável, sem autoridade e sem capacidade de obter um consenso entre as diversas facções da burguesia. Em paralelo camarilhas compostas por pessoas despreparadas, desqualificadas e que se comportam como personagens de uma ópera bufa cometem toda a espécie de desmandos.

É de se esperar que à força dos ataques golpistas na região corresponda uma tomada de consciência das classes populares quanto à necessidade de resistir. O exemplo da Venezuela e o que ocorre em Honduras, onde a população não digeriu a fraude eleitoral, permite prever que as forças reacionárias não avançarão por um terreno plano. O que virá após o referendo de domingo no Equador deve ser acompanhado com atenção.

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