“Atentado” contra escolas torna-se pretexto para aumento da repressão generalizada contra os jovens

Atiradores invadem escola em Suzano (SP) e matam 5 crianças e 1 funcionário

Após o atentado ocorrido na escola Raul Brasil, em Suzano-SP, onde morreram 10 pessoas e 11 ficaram feridas, a policia começou a reforçar a ronda nos arredores das escolas dos municípios Catarinense. Já está sendo investigado pela polícia de Santa Catarina dois supostos casos onde dois jovens planejavam um ato como o de Suzano.

O prefeito de Ilhota (SC) e o sargento da PM estiverem na escola do município para conversar com alunos e funcionários. O prefeito já mobilizou a força de segurança com o argumento de que é para evitar casos de violência como a da escola de Suzano. O que a imprensa golpista não fala é que na escola Raul Brasil antes do ocorrido o governo tinha cortado vários funcionários que ocupavam o cargo de vigia, com o argumento de irregularidade na contratação.

O que começa a acontecer é um clima geral de repressão nas escolas. Em São Paulo, diversas escolas estão tendo policiais dentro da escola e aumentou a ronda escolar da PM. A campanha na imprensa é grande. É preciso denunciar que o aumento da presença de policiais nas escolas assim como a militarização delas não irá diminuir a violência.  Isso não passa de um pretexto para reprimir a juventude nas escolas como foi reprimido o movimento de jovens que ocuparam as escolas em 2015 contra a reorganização, imposta pelo governo de Geraldo Alckmin. O próximo passo será a repressão dos movimentos estudantis nas universidades públicas.