Imprensa burguesa
Mais uma prova de que a eleição de Joe Biden não é uma solução para a classe operária, mas sim para o imperialismo.
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Joe Biden e Barack Obama, dois representantes fiéis do imperialismo estadunidense. | Foto: Reprodução.

Desde a última terça-feira (03), a população estadunidense e o resto do mundo têm mantido olhos fixos na contagem de votos das eleições presidenciais dos Estados Unidos de 2020. A disputa, que, no momento da redação deste artigo, já dura dois dias, representa uma batalha acirrada entre os dois candidatos: de um lado, Donald Trump, atual presidente, e, do outro, Joe Biden, representante puro-sangue da burguesia imperialista. Apesar da histeria da esquerda pequeno-burguesa que insiste em acreditar que a derrota de Trump e a eleição de Biden representariam o verdadeiro renascimento da democracia, deve-se ter claro que, na verdade, ambos os elementos em questão representam os interesses da burguesia, e de ninguém mais.

Este Diário tem denunciado, desde o começo, que a política que Biden defende é, na realidade, muito mais próxima ao que o imperialismo defende do que a política de Trump. Finalmente, Biden é favorável à intervenção imperialista desenfrenada, apoiando guerras no Oriente Médio durante a administração Obama, na qual era vice-presidente. Durante as eleiçòes, esse caráter em sua política tem ficado cada vez mais escancarado devido aos setores que têm apoiado a sua eleição, colocando em xeque quem é realmente beneficiado por sua política.

O presidente do Observatório do Jornalismo (Ojim), Claude Cholet, denunciou o tratamento que a candidatura de Biden tem recebido por parte da imprensa francesa. O jornalista denuncia um silêncio da imprensa francesa sobre as acusações contra Biden e uma hostilidade contra Trump. Denúncia também o papel dos monopólios da tecnologia na operação: Twitter, Facebook e Instagram têm censurado uma série de postagens relacionadas com a oposição ao Joe Biden. Escândalos que dizem respeito à Biden, como por exemplo o episódio envolvendo seu filho e um alto funcionário da empresa de gás Burisma, publicado no mês passado, são, quando postados, retirados das redes. Agora, essas grandes corporações concordaram que absolutamente qualquer sinal de oposição à Biden é tido como uma notícia falsa, utilizando de seu monopólio para censurar esse tipo de coisa. Essa política chegou ao ponto de suspender a conta do terceiro maior diário dos Estados Unidos, o New York Post, por 3 dias.

Ou seja, já está provado que a candidatura de Biden interessa a essas empresas, venais representantes do imperialismo, ou, como coloca Cholet:

    “Por que o Facebook e o Twitter estão censurando essas informações? Porque eles são direta ou indiretamente apoiadores de Joe Biden”, que acrescenta “aqueles que pensam que o Facebook ou o Twitter são neutros estão errados”.

Ademais, Cholet direciona sua crítica aos jornalistas franceses que, frente a esta ação genuinamente autoritária de censura, ficam calados. Segundo o presidente da Ojim, denúncias direcionadas a Trump são constantemente compartilhadas e publicadas. Ao mesmo tempo, pouco, ou nada, se fala do passado de Biden e dos inúmeros casos de corrupção que o assombram. É mais uma clara demonstração de que apoiar a candidatura de Biden é essencial para os grandes monopólios da comunicação e que o contrário simplesmente não será admitido.

O caso Greenwald

Recentemente, tivemos mais uma prova cabal do posicionamento da burguesia sobre as eleições estadunidenses com o famoso jornalista do The Intercept, Glenn Greenwald. Glenn foi censurado pelo veículo por redigir um artigo que criticava a política imperialista de Biden, denunciando sua ligação e a ligação de seu filho, Hunter Biden, com diversos setores da burguesia imperialista.

Quando encaminhou este artigo para a correção, foi retirado todas as partes que criticavam Biden e, ao indagar este acontecimento, foi informado de que o artigo, na íntegra, não seria publicado no The Intercept devido ao posicionamento político exposto nele. Ultrajado, o jornalista denunciou a posição do site, escancarando que a burguesia detém os meios de comunicação:

…ninguém gosta de fake news, de discurso de ódio, mas o problema é se você dá o poder de censura para um juiz, para uma instituição, um governo, um presidente, uma empresa grande acreditando que eles vão censurar como você quiser, acho que isso é uma ilusão, quem vai ser a vítima não é a direita ou os poderosos, vai ser a esquerda, os marginalizados, sempre são as pessoas, isso são os alvos da censura… isso é meu problema, um poder enorme que sempre é abusado

Finalmente, deve ficar claro que a eleição de Biden pouco representa para a esquerda como um todo. Não passa de um agente do imperialismo e, acima de Trump, um elemento comedido, demagogo ao ponto de conseguir impor ainda mais pontos da agenda de burguesia internacional do que Trump conseguiu durante seus quatro anos de mandato.

…quase todas as facções poderosas estão unidas atrás de Joe Biden, não por que eles amem Joe Biden, mas porque estão odiando Trump”, … todo mundo pode ver quem é em Trump, ele é uma pessoa horrível”, “nada vai mudar com Joe Biden exceto essa percepção, essa imagem e além disso o Joe Biden provavelmente vai poder fazer muito mais coisas ruins do que Trump conseguiu fazer, coloca Glenn de forma extremamente contundente.

Nesse sentido, é imprescindível que a esquerda não caia nas ilusões do velho democrata e comece a construir uma alternativa que represente verdadeiramente a classe operária. Ficar à reboque da política do imperialismo, que é o que está ocorrendo aqui, é extremamente danoso para a emancipação dos trabalhadores e não pode, de forma alguma, substituir sua organização independente diante da imprensa burguesa e dos dois grandes partidos norte-americanos, verdadeiros fantoches do imperialismo.

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