Até morrer: com Bolsonaro, idade mínima da previdência aumentará para que trabalhador não possa se aposentar

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O governo golpista e ilegítimo de Bolsonaro prepara um duríssimo ataque ao direito à aposentadoria de milhares de trabalhadores brasileiros. De acordo com a proposta de Bolsonaro e seu guru Paulo Guedes, a idade mínima para que um trabalhador aposente, a qual de acordo com a reforma passará a ser de 65 anos tanto para homens, quanto para mulheres, terá um dispositivo que possibilitará o aumento da idade mínima automaticamente, bastando que os institutos de pesquisa determinem que houve um aumento da expectativa de vida no país.

No Brasil hoje, por exemplo, a expectativa de uma pessoa com 65 anos de idade, de acordo com o IBGE, é de mais 18 anos de vida, ou seja, 83 anos. De acordo com a proposta, se no próximo levantamento, a expetativa de vida passar aumentar em um ano, ou seja de 18 para 19, a idade mínima poderá ser aumentada também em mais um ano, passando para os 66 anos sem que seja necessária, por exemplo, uma consulta, uma discussão nas instâncias do governo, como o Congresso, ou com as próprias organizações populares.

Trata-se de um verdadeiro assalto à aposentadoria dos trabalhadores, os quais não conseguiriam mais se aposentar, seriam obrigados a trabalharem até morrer. A proposta ainda prevê um aumento no tempo de contribuição para 40 anos. Algo impossível dada atual realidade onde o tempo de permanência no emprego é muito curto. De acordo com o DIEESE, o tempo de permanência de um trabalhador em um emprego é em média de 9 meses, ou seja, ele contribui somente nesse período. Com a aprovação da reforma trabalhista, a qual instituiu a precarização dos contratos de trabalho, a rotatividade, a informalidade e o desemprego tendem a aumentar cada vez mais, o que tornará praticamente impossível que um trabalhador se aposente.

O governo pretende ainda colocar o controle sobre o dinheiro dos trabalhadores nas mãos dos maiores ladrões de toda a economia, os banqueiros. Na proposta, os próprios trabalhadores depositariam a contribuição previdenciária em um fundo de capitalização, controlado pelos bancos, ou seja correriam um altíssimo risco de perderem aquilo que foi pago diante de uma crise financeira, ou uma falência, por exemplo.

Um ponto central da discussão daquilo que os golpistas chamam de “rombo” da previdência é o fato de que os maiores devedores são justamente os próprios capitalistas, os grandes monopólios empresariais e os bancos. O dinheiro que é descontado todo mês do salário dos trabalhadores pelos capitalistas, que deveria ser destinado ao erário público, não é repassado, sendo literalmente roubado pelos grandes empresários e banqueiros. Um dos maiores devedores da Previdência no país, por exemplo, é o banco Itaú, com uma dívida que chega a casa R$ 111,8 milhões.

Vale lembrar ainda que o governo golpista de Temer perdoou a dívida previdenciária de várias empresas, em 2017, por exemplo, o banco Santander teve dívidas na casa dos R$ 338 milhões, o Itaú teve perdoada sua dívida de R$ 25 bilhões.

Ou seja, enquanto os grandes capitalistas e os banqueiros roubam o dinheiro do trabalhador com a total conivência do estado e da imprensa vendida e do próprio governo golpista, este mesmo governo age para aumentar ainda mais o roubo, acabando com um direito elementar da classe trabalhadora, tudo para atender os interesses financeiros de um punhado de parasitas capitalistas.

Diante desse assalto à população, a única saída é a mobilização. É necessário denunciar junto aos trabalhadores o roubo das aposentadorias e chamar todos os setores e categorias a se mobilizarem, não apenas em defesa da previdência, mas também pela derrubada de todo o regime golpista, um verdadeiro regime de completa opressão do povo. É necessário levantar desde já a palavra de ordem de Fora Bolsonaro e todos os golpistas!