Até a ONU imperialista reconhece que os indígenas têm o direito de lutar e defender suas terrras

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Frequentemente os ativistas indígenas relatam que governos e corporações os tratam como criminosos e terroristas através de perseguições jurídicas, deixando eles mais vulneráveis a um risco maior de violência.
Os lideres indígenas que lutam para proteger terras de futuros empreendimentos do mercado financeiro especulativo estão sendo impedidos e silenciados por uma militarização crescente, decretos de segurança nacional e leis de antiterrorismo que estão sendo aplicados contra eles, segundo relatório entregue ao Conselho de Direitos Humanos da ONU.
Até 2,5 bilhões de pessoas vivem em terras indígenas ou comunitárias no mundo todo, que representam mais de metade de todas as terras do mundo, mas só são proprietárias legais de cerca de 10 por cento delas, de acordo com grupos de direitos humanos.
Houve um “aumento dramático” de episódios de violência contra povos indígenas que se opõem ativamente a projetos de larga escala, como os de mineração, infraestrutura, represas de hidrelétricas e desmatamento.
A principal preocupação da ONU é que os recursos naturais restantes no mundo que se encontram intactos, intocados pelo homem, se localizam em territórios indígenas.
Notícias de assassinatos de lideres indígenas no Brasil, na Guatemala e outros países da América latina, são constantes, no ano passado, mais de 200 ativistas foram assassinados, considerada a cifra mais alta desde 2002.
A militarização crescente, agravada pela marginalização histórica, faz com que povos indígenas sejam visados por meio de decretos de segurança nacional e legislação antiterrorismo, o que os coloca na mira, às vezes literalmente, do exército e da polícia.
Dinaman Tuxá, coordenador-executivo da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), relata que “além da vida ceifada, passamos por pressões psicológicas e ameaças diárias dos posseiros. Somos constantemente grampeados e investigados… hoje estamos existindo porque resistimos”.