Abismo econômico
O número de desempregados na zona do euro atingiu a marca de 18,2 milhões de pessoas no mês de agosto
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A União Europeia é controlada diretamente pelos bancos dos países imperialistas | Foto: Thijs ter Haar

Uma recessão recorde e de proporções gigantescas assola três dos principais países da União Europeia, cujo bloco em geral está a amargar uma crise sem precedentes em sua história. O número de desempregados na zona do euro atingiu a marca de 18,2 milhões de pessoas no mês de agosto, com o aprofundamento da crise econômica. Este é o índice mais alto registrado desde 1995. A taxa de desemprego já está em 11,4%, extremamente elevada.

A França administrada pelo banqueiro Emmanuel Macron teve uma queda do Produto Interno Bruto (PIB) de 13,8% no segundo trimestre deste ano. Este foi o pior resultado desde 1949. O Instituto Nacional de Estatísticas (Insee) previa uma retração de 17% da economia francesa afetada pelas medidas sanitárias. Para o terceiro trimestre há uma previsão de crescimento de 19%. O ministro francês da Economia, Bruno Le Maire acredita que o governo poderá evitar uma retração de 11% do PIB em 2020.

A Espanha, do suposto “socialista” Pedro Sanchez, após a contração de 5,2% no primeiro trimestre registrou uma queda expressiva de 18,5% do PIB. A quarta maior economia da zona do euro registra dois períodos consecutivos de queda da economia, o que configura uma recessão.

Os setores do comércio, transportes e hotelaria foram muito afetados, com uma queda de 40% na comparação com o trimestre anterior. A construção civil registrou queda de 24% e a indústria de 18,5%. O turismo, um dos pilares da economia espanhola, que representa 12% do PIB do país, também foi muito afetado, com um retrocesso de 60% de sua receita na comparação com o segundo trimestre de 2019.

O consumo das famílias caiu 21% na comparação com o trimestre anterior e os investimentos das empresas recuaram 22%, enquanto as exportações retrocederam mais de um terço em relação ao período janeiro-março.

O governo espanhol espera uma contração do PIB de 9,2% este ano. O Banco da Espanha, mais pessimista, prevê queda de 15%.

Já a Itália, do populista de direita Giuseppe Conte, registrou uma queda de 12,4% em seu PIB no segundo trimestre o que confirmou a recessão econômica. A economia italiana não enfrentava uma situação tão grave desde a Segunda Guerra Mundial.

Após uma retração de 5,4% no primeiro trimestre, o PIB italiano registra o valor mais baixo desde 1995. Comparado ao segundo trimestre de 2019, a queda se mostra ainda maior, -17,3%. No semestre, a queda chega a 14,3%.

A Itália é o país mais castigado pelo coronavírus na Europa com mais de 35 mil mortes registradas pelo Covid-19.

Recuperação Subjetiva

A Espanha e a Itália foram dois dos países mais afetados da Europa pela pandemia, com mais de 28.400 e 35.000 mortos respectivamente.

Os espanhois aderiram ao plano europeu de estímulo econômico anunciado pela União Europeia em 21 de julho. O país deve receber na forma de empréstimos e subsídios diretos, € 140 bilhões do total de € 750 bilhões do plano europeu.

Já o governo italiano injetará € 25 bilhões adicionais no orçamento de 2020, o que eleva o déficit público a 11,9% do PIB, o maior da zona do euro. O aumento do orçamento foi anunciado no dia seguinte ao acordo concluído pela UE para estimular a economia.

Outros países da zona do euro já tinham anunciado quedas recordes em suas economias: Portugal (14,1%), Alemanha (10,1%), Áustria (10,7%) e a Bélgica com 12,2%.

O pacote de recuperação econômica aprovado pela União Europeia no último dia 21, de 750 bilhões de euros que num primeiro momento parece uma medida positiva, incluindo empréstimos e até mesmo “doações”, terá um efeito dramático em longo prazo.

No caso italiano, por exemplo, a “ajuda” elevará a dívida do país a 157,6% do PIB.

Assim como no socorro da crise de 2008, as dívidas com os bancos levaram os países mais endividados como a Grécia, à uma política de arrocho e austeridade. Eles precisarão passar novamente por reformas neoliberais e depois terão de pagar essa dívida monstruosa aos grandes bancos, verdadeiros beneficiários da crise.

Será necessário privatizar suas empresas públicas e entregar as privadas para o capital estrangeiro internacional, sem contar as demissões em massa no setor público. Na esteira vem a destruição dos programas sociais e a redução radical do papel do Estado em setores estratégicos e fundamentais para a vida da população, como a saúde e a educação.

Não a toa a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, reconheceu que as próximas gerações terão de reembolsar a dívida gerada. O próprio nome do plano é chamado de “Next Generation EU”.

Portanto, os jovens de hoje que estão desempregados e os do futuro que não sabem o que será feito de suas vidas, terão que pagar pelos empréstimos que estão sendo contraídos a esmo para salvar essencialmente os capitalistas.

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