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Precariedade do ensino público
Ataques da direita: cursos de universidades de SP podem ser fundidos
Governo estadual de São Paulo segue a tendência da burguesia nacional e do governo federal de atacar as instituições de ensino superior estaduais
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Precariedade do ensino público
Ataques da direita: cursos de universidades de SP podem ser fundidos
Governo estadual de São Paulo segue a tendência da burguesia nacional e do governo federal de atacar as instituições de ensino superior estaduais
Protesto de estudantes contra fusões de cursos na Unesp. Foto: Daniel Terra
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Protesto de estudantes contra fusões de cursos na Unesp. Foto: Daniel Terra

Em São Paulo, as três universidades estaduais têm passado por dificuldades em manter seus departamentos devido às regras das próprias instituições em relação às políticas públicas de educação na gestão do direitista João Doria. Pela USP, o número mínimo de docentes que devem formar um departamento é de 15 professores, enquanto que na UNESP são 10.

Devido ao fato de que o governo estadual não tem interesse em repor os professores do quadro que se aposentem, os departamentos são obrigados a se fundir criando uma normalidade artificial. O problema é que esses novos departamentos se configuram verdadeiros “Frankensteins”, compostos por partes de departamentos que já não podem existir sem esse novo agrupamento.

Isso gera uma perda para a educação em três sentidos. O primeiro é que a diminuição dos quadros dos professores os torna uma categoria trabalhista enfraquecida, que não represente uma ameaça ao regime burguês tão grande quanto poderia em caso de uma greve, por exemplo. O segundo ponto são as concepções de finalidade de curso e verbas, que criam uma disputa interna dentro da categoria em que quem tem a ganhar com isso é, mais uma vez, a burguesia. O terceiro ponto é que há uma perda na qualidade da educação para os alunos, por causa do baixo quadro de professores que, ao ficarem sobrecarregados, não têm condições de desenvolverem projetos extraclasse com os alunos.

Essas perdas são um resultado explícito da política da direita. Apesar de uma parcela confusa da população acreditar que a política de cortes se limita às instituições federais, é uma impressão falsa. Uma vez que a política dos estados reflete em geral a política federal, ainda mais se considerarmos que o orçamento dos estados provém da união, o corte de verbas para as universidades estaduais é expressão de uma política neoliberal da extrema-direita.

Combater sistematicamente o ataque da direita à educação levantando a palavra de ordem de Fora Bolsonaro e Fora Doria em São Paulo e organizar a esquerda contra a burguesia. Esses governos estão totalmente vinculados ao neoliberalismo e suas expressões são o sucateamento das instituições públicas para em seguida privatizá-las. É tarefa da juventude revolucionária das universidades, dos professores e dos administradores de consolidar a luta popular pela real autonomia da universidade, sem que esta tenha que mendigar às organizações da burguesia para se manterem.