Ditadura
Calúnia, difamações, censura e empastelamento marcam a nova etapa da relação da direita contra o PCO
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Luiz Delvair - PCO
Candidato do PCO em Porto Alegre foi censurado em dois debates, sob o silêncio da esquerda | Foto: Reprodução

É perceptível a mudança de tom da burguesia em relação ao Partido da Causa Operária. Outrora escondido do grande público, desde o começo do ano a burguesia passou a mobilizar uma campanha cada vez mais intensa contra o Partido, ora apresentando o PCO como uma excentricidade, dando um aspecto jocoso à política operária, mas também usando meios de maior ferocidade.

Embora variando na forma, estes ataques têm o mesmo fundamento no seu conteúdo político: esmagar a influência crescente do Partido junto à classe operária. Esta influência se manifesta de maneira muito concreta em uma série de episódios, destacando-se a campanha contra a prisão e, posteriormente, pela libertação do ex-presidente Lula até o enfrentamento contra as hordas fascista que ocupavam as ruas desde o começo da pandemia e foram obrigadas a recuar.

Em resposta a esses eventos, a burguesia se viu obrigada a mobilizar-se contra o Partido, atacando-o de maneira mais direta.

Empastelamento digital

Exemplo disso foram os sucessivos ataques de empastelamento digital contra este Diário Causa Operária (DCO). O primeiro ataque, ocorrido em julho, consistiu na invasão dos servidores que hospedam o DCO, o que foi realizado por hackers a serviço da extrema-direita que apagaram mais de 4 mil artigos, resultando na destruição de meses de trabalho dos militantes que constróem o DCO.

Com as precauções tomadas para evitar novas invasões, cerca de dois meses depois os fascistas promoveram uma nova forma de empastelamento, desta vez, não pela invasão mas pela sobrecarga dos servidores que hospedam o jornal virtual. Não se verificaram novas agressões após o ataque de setembro mas as ocorridas não deixam dúvidas, a atual etapa política marca uma ofensiva mais intensa da burguesia contra o PCO.

Frente ampla contra o PCO

Candidato da frente ampla às eleições municipais de São Paulo, Guilherme Boulos (Psol) acusou o PCO de ser quinta-coluna. Sendo a frente ampla uma articulação que visa submeter a esquerda aos setores da direita que articularam o golpe de 16, trata-se de uma acusação no mínimo curiosa. A despeito do caráter cômico, o fato é que acusações dessa natureza revelam o desconforto com a política do Partido, contra a articulação da frente ampla, o que levou a ataques por parte dos principais órgãos da imprensa capitalista.

Com maior presença junto à esquerda pequeno-burguesa e mais destacada apoiadora de Boulos, a Folha usou a sabatina do candidato do PCO à prefeitura de São Paulo, Antonio Carlos, para dizer que o militante errava ao falar do próprio partido, elencando dados do golpista Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para reduzir a presença do Partido nas capitais brasileiras, além de desqualificar a defesa do crescimento do PCO desde o golpe e “ignorar” a defesa de Boulos ao golpe contra a ex-presidenta Dilma Rousseff.

O caso Robinho e a defesa da selvageria persecutória

A mais recente frente de mobilização pela ampliação do Estado policial no Brasil envolve o jogador santista Robinho. Impedido de realizar seu ofício por meio de uma campanha impulsionada pela imprensa capitalista e adotada, de maneira acrítica, pelos setores da esquerda identificados com o “identitarismo”. Segundo a direita, o fato de o jogador possuir uma condenação em primeira instância deveria servir para que seus direitos fossem cassados e a pessoa reduzida a algo próximo a um animal. Guardadas as devidas proporções, é uma política muito similar à defendida em relação ao ex-presidente Lula.

Posicionando-se contra essa caça às bruxas promovida pela direita, o PCO conquistou a antipatia dos setores mais desorientados da esquerda, que adotam uma postura parecida com a do bolsonarismo no tratamento do chamado “bandido”, a saber, os setores da classe trabalhadora mais esmagados pela crise social e atrasados politicamente.

Censura

De Norte a Sul do País, a difamação e a censura têm marcado as campanhas municipais do PCO nas eleições de 2022. Ignorando de maneira deliberada a política do Partido, a imprensa apresenta os candidatos operários como pessoas sem propostas para a administração das cidades, dividindo-se entre algo jocoso ou como desperdiçadores de recursos públicos, caso do Estadão.

Em pelo menos três debates, candidatos do Partido foram também censurados e impedidos de defender o programa do PCO e as bandeiras de luta política do Partido.

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