Ataque fascista contra as mulheres: Missouri pode fechar última clínica estadual de aborto
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Ataque fascista contra as mulheres: Missouri pode fechar última clínica estadual de aborto
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No último sábado, dia 1º de junho, o estado norte-americano do Missouri deveria ter fechado sua última clínica que pratica do procedimento do aborto legal e seguro. Desde que a prática foi legalizada em 1973 essa é a primeira vez que pacientes que queiram interromper uma gravidez na região central do país correram sério risco de ficarem impossibilitados devido aos ataques da extrema-direita.

O que acontece é que a licença estadual da prática que iria expirar no sábado e que não foi renovada pelo governador direitista Michael Parson, foi  estendida por decisão judicial até a data da ouvidoria. Nesse sentido cabe ressaltar que a pressão da extrema-direita é enorme no sentido de restringir cada vez mais o acesso ao procedimento.

O clamor da população começou após Parson assinar uma lei que proíbe o aborto após oito semanas de gravidez, mesmo em casos de estupro ou incesto. A questão central em todo o contexto é que o direito ao aborto é apenas uma forma de defender o direito a vida e liberdade da mulher.

Além disso, o modelo neoliberal que corrobora com a submissão econômica e social da mulher devido à inexistência de creches que permitam a mulher trabalhar, estudar; a inexistência da saúde pública que causa um impacto ainda maior na vida da mulher uma vez que a qualquer doença que acometa os filhos do proletariado causarão um grande impacto na economia familiar.

Por essas razões o direito ao aborto legal e seguro são ainda uma forma de evitar que a mulher operária se submeta à procedimentos de risco em clínicas clandestinas que não deixarão de existir caso o aborto seja proibido, pelo contrário. A defesa do procedimento vem, justamente, para garantir o direito ao planejamento familiar.