Ataque às torcidas: maior organizada do Flamengo é afastada dos estádios

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Da Redação – O Ministério Público do Rio de Janeiro obteve decisão liminar que afasta a Raça Rubro Negra de todas as competições esportivas do País. O descumprimento implicaria em multa de R$ 50 mil por vez. A determinação vale até o julgamento efetivo do mérito da ação e o prazo máximo de suspensão é de três anos.

O pretexto para tal medida antidemocrática que atinge milhares de torcedores foram episódios de violência e confrontos com torcidas rivais que aconteceram nos dias 27 de outubro – data da partida entre Flamengo e Palmeiras, no Maracanã – e 4 de novembro – no jogo São Paulo X Flamengo, no Morumbi.

No primeiro caso, um ônibus com torcedores do Palmeiras teria sido atacado com pedras, madeiras e garrafas arremessadas, O Clube de Regatas do Flamengo também foi intimado para que não forneça ingressos aos membros da referida torcida. Também foi determinada a proibição de venda de ingresso pelo programa sócio torcedor aos integrantes da Raça Rubro Negra.

A media, como muitas outras adotadas em todo o País, contra as torcidas, não tem qualquer objetivo de reduzir a violência ou promover uma educação dos torcedores, visa reprimir e punir movimentos formados por milhares de trabalhadores bom o claro intuito de afastar os torcedores, cada vez mais, dos estádios, favorecendo uma politica conscientemente adotada em favor dos interesses dos grandes monopólios de comunicação e outros grupos que buscam controlar o futebol, um esporte do povo brasileiro, cada vez mais submetido aos interesses de um punhado de grandes capitalistas “nacionais”e estrangeiros.

Uma torcida inteira, de milhares de torcedores, prejudicada por decisão da justiça, que só interessa aos que “privatizaram” este esporte popular.

É evidente ainda que organizações populares, como as torcidas organizadas, assustam e incomodam a burguesia, que se vale do controle das suas instituições para coibir sua atuação e se opor à sua própria existência e a livre manifestação da força popular.

É preciso organizar um amplo movimento das torcidas contra essas decisões arbitrárias, organizando protestos e lutando para colocar o futebol sobre o controle dos torcedores e dos trabalhadores do setor.