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Entreguismo
Atacando a soberania, Bolsonaro corta fundos do programa Antártico
Ao cortar os recursos das pesquisas na Antártida, Bolsonaro coloca em risco o poder de veto do País na exploração da Antártida, deixando o caminho livre para o imperialismo
Estação-Antártica-Comandante-Ferraz
Entreguismo
Atacando a soberania, Bolsonaro corta fundos do programa Antártico
Ao cortar os recursos das pesquisas na Antártida, Bolsonaro coloca em risco o poder de veto do País na exploração da Antártida, deixando o caminho livre para o imperialismo
Foto: Secirm Marinha do Brasil
Estação-Antártica-Comandante-Ferraz
Foto: Secirm Marinha do Brasil

Prevista para inaugurar em 2018, a Estação Antártica Comandante Ferraz, corre o risco de não ser inaugurada nem em 2020. Isto porque o governo Bolsonaro aprofundou os cortes aprovados no governo Temer, diminuindo os recursos de 18 milhões para 12 milhões em 4 anos.

A medida coloca em xeque as pesquisas das universidades e da Marinha brasileira, que completarão este ano sua 38ª expedição. As denúncias dos pesquisadores permitem entender o porque deste ataque.

Segundo Luiz Henrique Rosa, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenador do projeto MycoAntar do Proantar (Programa Antártico Brasileiro), que estuda fungos com possíveis propriedades medicinais, comprometer as atividades científicas pode gerar prejuízos imensuráveis sobre a participação do País no Tratado Antártico, único fórum mundial onde o Brasil tem poder de voto de mesmo peso dos EUA, Rússia e China.

Outro pesquisador, o professor Paulo Câmara, da Universidade de Brasília (UnB), explica que apenas 29 países tem poder de decisão sobre a Antártida, o continente que representa 10% do território mundial e 70% da água doce do globo, tendo ainda gás, minérios e petróleo.

Câmara denuncia que devido às bolsas terem acabado, como resultados dos cortes,precisou dispensar dois pesquisadores com pós-doutorado, que trabalharam na Antártida, conheciam a logística e a ciência. O professor continuar que é a ciência que mantém o Brasil com poder de decisão na Antártida e que sem é preciso assegurar investimentos para manter esta participação.

Os pesquisadores e os integrantes da Marinha (que administra a logística e a estrutura física) concordam que o problema não é apenas a ausência de base física (ainda não reinaugurada), mas sim a instabilidade de financiamento e de pesquisadores que estudam o Proantar.

Fica claro que é mais um ataque à soberania do Brasil, que terá sua participação no Tratado Antártico reduzida, deixando mais controle na mão do imperialismo. Ou seja, seja na Antártida, na Amazônia, na base de Alcântara, a política dos golpistas é de entreguismo total ao imperialismo.