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Crise nas eleições nos EUA
As eleições norte-americanas 
Uma eleição polarizada marcada por uma crise profunda do regime no coração do sistema capitalista
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Crise nas eleições nos EUA
As eleições norte-americanas 
Uma eleição polarizada marcada por uma crise profunda do regime no coração do sistema capitalista
Assim como Trump foi o azarão nas eleições de 2016, Bernard “Bernie” Sanders, é o azarão Democrata
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Assim como Trump foi o azarão nas eleições de 2016, Bernard “Bernie” Sanders, é o azarão Democrata

Uma eleição polarizada marcada por uma crise profunda do regime no coração do sistema capitalista. A eleição presidencial de 2020 nos Estados Unidos está marcada para terça-feira, 3 de novembro de 2020, e será a 59ª eleição quadrienal dos EUA.

Na verdade, a eleição americana é um monopólio do grande capital. Os eleitores votarão um novo presidente e vice-presidente não diretamente escolhido por eles, mas, por meio do colégio eleitoral ou reelegerão os governantes.

Assim dois partidos apenas, ambos burgueses, disputam as eleições: O Partido Democrata e o Partido Republicano. Umas verdadeiras gincanas separam os eleitores da escolha do Presidente e é provável que a série de eleições primárias seja realizada durante os primeiros seis meses de 2020.

Dessa forma uma verdadeira ditadura do capital controla as eleições americanas e, esse processo de nomeação também é uma eleição indireta, onde os eleitores votam selecionando uma lista de delegados para a convenção de indicação de um partido político, que por sua vez elege um candidato presidencial do seu partido.

O presidente Donald Trump, do Partido Republicano, eleito em 2016, busca a reeleição para um segundo mandato. O vencedor da eleição presidencial de 2020 está programado para tomar posse em 20 de janeiro de 2021. Quem vai desafiar Trump nas eleições de 2020?

Assim como Trump foi o azarão no partido Republicano, Bernard “Bernie” Sanders, senador júnior dos EUA pelo estado de Vermont, filiado ao Partido Democrata entre 2015 e 2016, pode ser o azarão de 2020.

Sanders concorreu às eleições primárias que definiram o candidato democrata à presidência dos Estados Unidos no pleito de 2016. Derrotado pela reacionária Hillary Clinton através de uma manobra dos grandes monopólios e da imprensa burguesa, Sanders acabou reconhecendo a derrota em julho de 2016 e declarou apoio à ex-Secretária de Estado nas eleições presidenciais daquele ano.

Certo é também que a simples ameaça e presença de Sanders nas eleições dá o tom do tamanho da crise do regime. Aliás, Sanders é o pivô de toda a crise americana assim como Corbyn na Inglaterra e Lula no Brasil. Não que Sanders seja um revolucionário, longe disso, mas por não ser o candidato apoiado pelo grande capital e por ter o suporte dos trabalhadores e da juventude.

O repúdio do Capital à candidatura de Sanders se dá pela reivindicação desse candidato em relação ao “mínimo salarial condizente”, a crítica à política militarista e, à proposta de inclusão social mais ampla na questão de Saúde Pública. São propostas tipicamente social-democratas e que não entram em total contradição com o regime capitalista, mas que, na etapa atual, não são vistas como uma alternativa pela burguesia ao acirramento da luta de classes.

Ainda está por se firmar o adversário de Trump. Não se sabe quem será o adversário democrata do incumbente republicano, se o tradicionalista Joe Biden, ex-vice de Obama, a “esquerdinha” (com aspas infinitas) Elizabeth Warren, ou o “radical” (também com muitas aspas) Bernie Sanders. Ou ainda um direitista, “o novato” Pete Buttigieg. Fato é que o grande Capital prefere a todos excluindo apenas Sanders.

A crise do regime burguês norte-americano está escancarada. Apesar das limitações políticas de Sanders as eleições norte-americana anunciam abertamente a luta de classes como problema central dos EUA.