Assista: estudantes contra os cortes na educação e contra Bolsonaro

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Da redação – Nessa segunda-feira (06), a Rua São Francisco Xavier, na Tijuca, bairro de classe média da zona norte da cidade do Rio de Janeiro, foi palco de uma grande manifestação estudantil contra as medidas do presidente ilegítimo Jair Bolsonaro.

Na sexta-feira da semana passada, o governo ilegítimo divulgou em sua agenda a presença dos fascistas Jair e Flávio Bolsonaro e do governador matador de pobres Wilson Witzel, em uma cerimônia em comemoração aos 130 anos do Colégio Militar do Rio de Janeiro (CMRJ), com direito a desfile militar usando crianças de escolas municipais uniformizadas como militares mirins em dia de gala.

O governo havia acabado de anunciar cortes nas verbas destinadas à educação que ferem de morte algumas das escolas técnicas federais dos interiores e que coloca as demais em situação de dificuldade ainda maior do que aquela promovida pela PEC da Morte aprovada, com o voto de Bolsonaro e de toda a direita golpista, durante o governo Temer.

Em três dias, os grêmios do Colégio Pedro II (CPII), do Instituto Federal de Ciência e Tecnologia (IFRJ), do Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (CEFET-RJ), da Fundação Osório, da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV), do Colégio de Aplicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (CAp-UFRJ), do Colégio de Aplicação da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Cap-UERJ), além de alunos  das universidades públicas da cidade, impulsionaram os estudantes e todos conjunto de trabalhadores da educação e de outros setores à rua contra os cortes de verba e contra Bolsonaro.

A manifestação começou por volta das 8 horas e reuniu mais de 3 mil estudantes e trabalhadores, fechando completamente o trânsito na Rua São Francisco Xavier, na qual o CPII e o CMRJ estão localizados, um de frente para o outro.

O único partido que compareceu ao ato, em apoio à luta dos estudantes, levantando suas bandeiras, seus panfletos e vendendo seus jornais e demonstrando seu firme posicionamento na luta contra o golpe, contra Bolsonaro e todos os golpistas e pela liberdade de Lula, foi o Partido da Causa Operária (PCO).

No decorrer do protesto, alguns jovens estudantes, intimidados pela política de guerra que o atual governo vem promovendo contra a população, movendo-se a reboque das políticas da direita -que acabam tendo eco entre os partidos da pequena burguesia como o PSOL-, começaram a se empenhar em pedir que os companheiros do PCO abaixassem suas bandeiras porque o ato seria apartidário, mas o PCO não abaixou.

Em seus trabalhos de militância, os companheiros do PCO conversaram com todos aqueles que vieram questionar suas atitudes de manterem as bandeiras levantadas, apesar da insistência dos estudantes em fazer coro, em alguns momentos dizendo “Baixa a bandeira” e despejaram um turbilhão de argumentos contra a política de cooptação dos demais partidos que se dizem de esquerda, mas que na hora “H”, fogem a luta.

Dentre eles, destacamos os mais importantes:

1 – Se não levantarmos nossas bandeiras e palavras de ordem porque o movimento foi organizado pelos estudantes, não poderemos levantá-las em momento algum, já que todo ato ou protesto é organizado por algum grupo que está sendo atacado diretamente. Nossa decisão perante isso é levantá-las em todas as ocasiões.

2 – Ao abaixarmos nossa bandeira, damos a oportunidade para a direita capturar o movimento e impor suas políticas, assim como já fizeram em 2013, quando os estudantes e movimentos populares se organizaram contra o corte do passe livre estudantil e contra o aumento do preço das passagens. Na ocasião, o movimento popular passou a se intitular apartidário devido às pressões da esquerda pequeno-burguesa e no final da história foi suprimido por infiltrados da extrema-direita e pela imprensa golpista, pedindo Fora Dilma em nome do combate à corrupção. Vale ressaltar que o PSTU chegou ao absurdo de levantar a palavra de ordem “Fora Todos” em meio ao processo golpista que se sucedeu com o discurso demagógico de que tiraríamos Dilma, depois Temer, depois o Fulano e o Beltrano até que ocorreria uma “rebelião”. Coisa mais estúpida.

3 – Pedir para que os partidos políticos não participem dos atos é fazer coro com a política de direita do “Escola sem Partido”, que na realidade significa uma “Escola com Fascismo”.

4 – O PCO não abaixa a bandeira. Ponto final!

Diante de tantos argumentos, muitos alunos e responsáveis passaram a apoiar a postura firme e decidida do PCO e a conversar com os manifestantes visando politizar o maior número possível de pessoas e trocando contatos com os militantes.

Temos a clareza que a única forma de derrubarmos o governo ilegítimo de Bolsonaro, desfazermos todo o pacote de maldades contra a população executado pelo golpista Temer e retirarmos Lula da prisão política é ganharmos as ruas de forma organizada através de um movimento de massas.