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Em 14 dias
Cuba recolhe mais de 2 milhões de assinaturas pela liberdade de Lula
24 caixas com mais de 2 milhões de assinaturas foram entregues à delegação brasileira presente em encontro internacional em Havana
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Em 14 dias
Cuba recolhe mais de 2 milhões de assinaturas pela liberdade de Lula
24 caixas com mais de 2 milhões de assinaturas foram entregues à delegação brasileira presente em encontro internacional em Havana
Gleisi Hoffmann também recebeu quadro simbólico das assinaturas. Foto: Endrys Correa Vaillant
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Gleisi Hoffmann também recebeu quadro simbólico das assinaturas. Foto: Endrys Correa Vaillant

A campanha realizada por Cuba pela liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva arrecadou mais de 2 milhões de assinaturas em 14 dias, ao longo de todo o território da ilha. Os formulários foram compilados e guardados em 24 caixas, entregues à delegação brasileira participante do Terceiro Congresso Anti-imperialista contra o Neoliberalismo.

As assinaturas foram entregues no encerramento do encontro, no último domingo (03), no Palácio das Convenções, em Havana. Quem recebeu das mãos dos dirigentes cubanos foram a presidenta nacional do PT, a deputada federal Gleisi Hoffmann. 

Além das caixas, Gleisi recebeu também um quadro com uma foto de Lula e Fidel Castro, com o lema “Lula livre”, as inscrições “Pela liberdade de Luiz Inácio Lula da Silva, do povo de Cuba” e uma citação de Fidel: “Quem não é capaz de lutar pelos outros, não será nunca suficientemente capaz de lutar por si mesmo.”

No total, foram colhidas precisamente 2.061.565 assinaturas pela anulação da condenação de Lula.

Ainda no encerramento do encontro, em seu discurso final, o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, também exigiu a imediata liberdade de Lula, ao bradar “Lula livre” e “Lula livre, já!”, quando abordou a situação latino-americana de avanço da direita e do imperialismo contra os povos e movimentos de esquerda da região.

O Terceiro Congresso Anti-imperialista contra o Neoliberalismo teve duração de três dias e contou com mais de 1.200 delegados de 95 países, representando lideranças políticas, intelectuais e ativistas de esquerda de todo o mundo.

Cuba tem sido o país mais solidário a Lula e o que mais tem feito pela campanha por sua liberdade. Há meses existe uma campanha, por exemplo, nas escolas e universidades cubanas, com confecção e apresentação de cartazes, pinturas, coletas de assinaturas e debates a respeito da liberdade do ex-presidente.

Em todas as oportunidades que tem tido, o governo cubano tem denunciado a prisão política de Lula, incluindo o próprio presidente Díaz-Canel.

É importantíssima a campanha internacional pela liberdade de Lula. É preciso denunciar ao mundo todo e não somente isso: os movimentos populares devem organizar atos – como os que ocorreram recentemente na Europa – nas ruas de todo o planeta. É necessário um grande movimento internacionalista por essa luta democrática, porque Lula é o preso político mais importante do mundo e um dos muitos presos e perseguidos pelo imperialismo, que avança contra todos os povos oprimidos.